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25 Mai 2021

 

A renovação da forma de conceber o Sínodo dos Bispos, desejada por Francisco, abre uma nova página no caminho histórico da Igreja Romana, em tal caminho, pode atingir objetivos inesperados, mas, também, encontrar dificuldades muito fortes. Na semana passada, o secretário geral do Sínodo, Cardeal Mario Grech (nascido em Malta em 1957), anunciou a nova estrutura desse organismo, nascido em 1965 como consequência do Concílio Vaticano II, que havia aprovado a "colegialidade episcopal", ou seja: "Também o Colégio dos Bispos, unido ao Bispo de Roma, é sujeito de pleno e supremo poder sobre toda a Igreja".

A reportagem é de Luigi Sandri, publicada por L'Adige, 24-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Diante disso, Paulo VI instituiu o "Sínodo dos Bispos" como organismo que aconselha e ajuda o pontífice a governar a Igreja. Em teoria, também poderia ter caráter "deliberativo", mas, até agora, as cerca de trinta assembleias celebradas e dedicadas a vários temas foram todas de natureza "consultiva". No ano passado, Bergoglio havia marcado a próxima Assembleia Geral do Sínodo para 2022. Até agora, sempre foi composta por cerca de 250 bispos, eleitos pelas várias Conferências Episcopais do mundo, ou escolhidos pelo Papa.

O Vaticano II também havia definido a Igreja como "o povo de Deus" que caminha na história, especificando que a hierarquia está ao seu serviço; entretanto, nenhum organismo havia sido até aqui criado, pelos papas, para tornar esta afirmação verdadeira.

Nesse contexto, chegam agora as variações decididas pelo papa. Sobre o tema por ele proposto - que diz respeito precisamente o “quem é” do Sínodo! - em cada diocese, terá que se discutir; seus desejos serão por fim examinados pela única Conferência Episcopal, que redigirá um relatório a ser enviado a Grech.

Este último, com a sua equipe, preparará um documento -base que, após outras verificações colegiais, constituirá o ponto de partida do Sínodo a realizar-se, no entanto, em 2023. Portanto, um "processo sinodal" que nunca ocorreu na Igreja romana. Acontece enquanto o Synodaler Weg, o caminho sinodal alemão em curso, prepara documentos que, aprovados, poderiam pedir a abolição do celibato sacerdotal e levar à consagração diáconas (hipótese mal vistas por Roma).

É a Itália? Também terá que tratar do Sínodo de 2023, mas, enquanto isso, esta semana a Conferência Episcopal terá que escolher "como" seu Sínodo deverá ser: uma hipótese lançada por Francisco já em 2015, e só agora, depois do chamamento do Papa à ordem, assumido pela CEI que, agora, terá de desatar muitos nós: quando será celebrado o Sínodo? Quem vai participar: apenas bispos, ou também leigos, homens e mulheres? Será possível discutir questões tabu?

Após extensa preparação na Amazônia, em outubro de 2019 foi realizado no Vaticano um Sínodo dedicado àquela vasta região: finalmente, a Assembleia, com mais de 80% dos votos, tinha proposto ao Papa a ordenação sacerdotal de diáconos, em sua maioria indígenas, já casados. Mas depois Bergoglio desistiu de tal pedido.

 

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