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08 Março 2021

A declaração destaca a preocupação com as desigualdades nos serviços de saúde oferecidos e exorta as instituições e as empresas farmacêuticas a enfrentar o problema: uma resposta global baseada na solidariedade e na equidade deve ser do interesse de todos.

A reportagem é de Tiziana Campisi, publicada por Vatican News, 08-03-2021. A tradução é de Luisa Rasbolini.

As redes cristãs de saúde pedem equidade e solidariedade em todo o mundo para o acesso à vacina anti Covid-19. Mais de 30 organizações, incluindo o Conselho Ecumênico de Igrejas (Coe), assinaram uma declaração expressando preocupação com o serviço de saúde desigual oferecido à população mundial e pedindo aos governos, comunidade internacional e empresas farmacêuticas que enfrentem o problema.

É preciso fazer mais

Há comunidades mais vulneráveis e difíceis de alcançar para garantir cuidados sanitários essenciais, explicam as redes cristãs de saúde, especialmente em países de baixa renda. E se o projeto COVAX se propõe a disseminar pesquisas para uma vacina eficaz, disponível e a preço acessível para todos os países, com o objetivo de distribuir equitativamente 2 bilhões de doses da vacina até o final de 2021, é preciso fazer mais. “Fornecer vacinas a todos deve fazer parte de um plano global para acabar com a pandemia – consta na declaração -. Estima-se que o custo da não vacinação para a economia global seria de 9,2 trilhões de dólares, o equivalente a 7% do produto bruto mundial. Essas consequências econômicas da pandemia - continua o texto - são e continuarão a ser mais devastadoras nos países pobres que não têm reservas econômicas para amortecer uma nova deriva para a pobreza e a insegurança alimentar por anos”.

Manter a contribuição da ajuda constante

As redes cristãs de saúde destacam, além disso, que a pandemia "evidenciou as iniquidades já existentes no mundo", que "uma resposta global baseada na solidariedade e na equidade deve ser do interesse de todos" e que "decisões orientadas por um nacionalismo isolacionista só vai prolongar a pandemia, piorar a necessidade de restrições e aumentar os já elevados custos humanos e econômicos, revertendo anos, senão décadas de desenvolvimento”.

Com base nisso, as redes cristãs de saúde, que fornecem 15 a 60% de assistência sanitária na África e contribuem significativamente também em outras partes do mundo, estão empenhadas em manter sua contribuição para a resposta global ao Covid-19, inspirando-se nos ensinamentos de Jesus na promoção da saúde, na priorização dos doentes e dos mais fracos, no oferecimento de um testemunho evangélico.

Elas também exortam os líderes dos governos a fazerem tudo que estiver ao seu alcance para tornar as vacinas anti Covid um bem público global, acessível, disponível e igualmente distribuído, e para garantir que os trabalhadores da linha de frente, as pessoas mais vulneráveis e os idosos sejam vacinados primeiro, conforme proposto pelo Organização Mundial da Saúde. Finalmente, as redes cristãs de saúde convidam os governos e a comunidade internacional a expandir as capacidades globais de produção de vacinas, aumentar a oferta e reduzir os preços.

 

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