Nova subsecretária do Sínodo espera por mais mulheres tomando decisões na Igreja Católica

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11 Fevereiro 2021

A primeira mulher eleita para servir como uma subsecretária para o escritório do Vaticano para o Sínodo dos Bispos disse, em 10 de fevereiro, que ela espera que seus apontamentos ajudem “a abrir novas possibilidade” para as mulheres na Igreja Católica.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por Global Sisters Report, 10-02-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A irmã Nathalie Becquart, xaveriana, nomeada pelo Papa Francisco como um dos dois subsecretários do Sínodo, em 06 de fevereiro, expressou um desejo de que a Igreja “inclua mulheres mais e mais na reflexão, discernimento e processo de tomada de decisão”.

“Corresponsabilidade é o caminho que trabalharemos daqui para frente”, disse Becquart, falando em uma coletiva organizada pela União Internacional de Superioras Gerais, o guarda-chuva sediado em Roma da rede de ordens de mulheres religiosas de todo o mundo.

A pasta do Sínodo dos Bispos é primeiramente encarregada para ajudar a organizar os encontros sinodais, os quais trazem centenas de bispos católicos para Roma todos os anos para discutir tópicos de escolha pelo papa.

O Sínodo dos Bispos é liderado pelo cardeal Mario Grech. Francisco nomeou Becquart e o augustiniano Luis Marín de San Martín para compartilharem os deveres como líderes em segundo comando do departamento. Ao mesmo tempo, o papa também fez San Martín bispo.

Alguns saudaram a nomeação de Becquart para o cargo como um sinal de que Francisco pode escolher torná-la a primeira mulher a servir como membro votante no próximo Sínodo dos Bispos, agendado para outubro de 2022.

Embora mulheres tenham sido nomeadas para sínodos sem direito a voto, como auditoras ou especialistas, nenhuma ainda serviu como membro com direito a voto.

Becquart, que falava na coletiva em francês, com um tradutor inglês, não disse especificamente se esperava ser nomeada membro titular do sínodo de 2022. Ela disse que as reuniões sinodais acontecem em uma atmosfera de “discernimento comum” e referiu como a maioria dos sínodos aprovam com sucesso seus documentos finais por amplas margens de votação.

“O objetivo de um sínodo é construir um consenso para chegar a uma decisão comum”, disse Becquart.

Questionado sobre a questão de se a Igreja poderia um dia voltar a ordenar mulheres como diáconas, Becquart referiu as duas comissões que Francisco criou para estudar esse assunto.

“Eu diria que é parte de uma reflexão contínua”, disse a nova subsecretária. “A principal questão que também foi sublinhada pelo Papa Francisco é como podemos trazer as mulheres para participarem no processo de tomada de decisão e para serem empoderadas?”.

Becquart também se referiu às recentes decisões do papa de tornar explícito que as mulheres leigas podem atuar como leitoras e coroinhas em celebrações litúrgicas.

“Agora [as mulheres] têm um ministério que é oficial, é permanente, é realmente algo novo”, disse ela.

Mencionando que ela se concentrou no teólogo dominicano padre Yves Congar durante seus estudos de teologia, Becquart disse que acredita que o Espírito Santo “trabalha inovando em continuidade com o passado”.

Becquart é agora uma das várias mulheres que ocupam cargos de subsecretária no Vaticano. Outras incluem a irmã de Nossa Senhora da Consolação Carmen Ros Nortes, na Congregação para os Religiosos, e Linda Ghisoni e Gabriella Gambino, no Dicastério para os Leigos, Família e Vida.

Também falaram brevemente no evento de 10 de fevereiro a irmã claretiana Jolanta Kafka, a presidente da União Internacional de Superiores Gerais, e a irmã de Loreto Pat Murray, sua diretora executiva.

Murray disse à Becquart que ela terá as orações e o apoio de religiosos e religiosas de todo o mundo em seu novo papel. Referindo-se aos laços que compartilham aqueles na vida religiosa, Murray disse: “Onde um de nós está, todos nós estamos”.

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