Vacina do coronavírus é “moralmente aceitável” para católicos, afirma o Vaticano

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22 Dezembro 2020

A Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma nota em 21 de dezembro dizendo que é “moralmente aceitável” para católicos para tomar vacinas contra o coronavírus, no que parece ser um esforço sem precedentes para convencer crentes a se inocularem para ajudar a acabar com a pandemia global.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 21-12-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Sobre as preocupações de que algumas das novas vacinas foram desenvolvidas usando células obtidas de dois abortos de décadas passadas, a Congregação para a Doutrina da Fé disse que é “um perigo grave” disseminar o coronavírus em razão dessas preocupações.

“É eticamente reprovável que vacinas da covid-19 não estejam disponíveis... e é moralmente aceitável receber as vacinas da covid-19 que usaram células de fetos abortados em seu processo de pesquisa e produção”, diz o escritório da Doutrina.

“Todas as vacinações reconhecidas como clinicamente seguras e efetivas podem ser usadas em boa consciência com certo conhecimento que o uso de tais vacinas não constitui cooperação formal com o aborto dos quais as células usadas em produção de vacinas derivam”, continua.

O escritório da doutrina diz que a nota foi aprovada pelo papa Francisco em 17 de dezembro.

Alguns católicos expressaram preocupações que muitas das novas vacinas do coronavírus, incluindo as da Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca, podem ter usado células conectadas a fetos abortados, tanto em seu desenvolvimento ou fase de testes.

A pasta da Doutrina do Vaticano afirma que não está dando um “endosso moral” às linhas de células que foram usadas na produção das vacinas, mas afirma que a conexão com o material de abortos é “remota”.

Embora a nota do Vaticano não recomende que a vacinação contra o coronavírus seja obrigatória, ela diz que “a moralidade da vacinação depende não apenas do dever de proteger a própria saúde, mas também do dever de buscar o bem comum”.

“Na falta de outros meios para conter ou mesmo prevenir a epidemia, o bem comum pode recomendar a vacinação, principalmente para proteger os mais fracos e mais expostos”, diz a nota.

Se algumas pessoas optam por não tomar a vacina por motivos de consciência, o Vaticano diz que essas pessoas “devem fazer o máximo para evitar se tornarem veículos para a transmissão do agente infeccioso”.

Os presidentes da doutrina dos bispos dos EUA e dos comitês pró-vida já haviam abordado a moralidade das vacinas contra o coronavírus em uma nota de 14 de dezembro que foi menos incisiva em seu endosso das inoculações.

Embora os prelados americanos recomendassem aos católicos o uso das vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna, eles disseram que o produto da AstraZeneca “deveria ser evitado” se alternativas estivessem disponíveis.

A Congregação de Doutrina do Vaticano é tradicionalmente considerada a maior autoridade na doutrina da Igreja Católica, ao lado do Papa ou de um concílio ecumênico.

Durante a pandemia, Francisco exortou os católicos a seguir as instruções das autoridades de saúde para prevenir a propagação do coronavírus.

Durante seu discurso semanal no Angelus na Praça de São Pedro em 20 de dezembro, o pontífice disse às pessoas que não “lamentassem” as coisas que não puderam fazer por causa das precauções da pandemia e, em vez disso, pensassem em fazer algo pelos necessitados.

A nota do Vaticano também considera um “imperativo moral” que os governos e as empresas farmacêuticas ofereçam as vacinas contra o coronavírus “aos países mais pobres de uma forma que não seja cara para eles”.

 

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