Conselhos do papa Francisco aos novos cardeais: “Que esta vocação te faça crescer em humildade e espírito de serviço”

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16 Novembro 2020

Cardeais humildes e austeros para servir. Estes são os purpurados que o papa Francisco quer.

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 13-11-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Como um pai a seus filhos. Uma carta do Papa repleta de conselhos. A carta foi recebida por dom Felipe Arizmendi Esquivel (e se supõe que todos os demais cardeais escolhidos) em 25 de outubro, o dia em que o papa Francisco lhe havia concedido o barrete cardinalício.

Breve, mas enérgica, a carta do Papa quer desmontar qualquer resquício de poder, pompa e vaidade que o cardinalato católico possa ainda conservar em suas entranhas. Com tom próximo e carinhoso, Francisco convida à humildade e ao serviço desde as primeiras linhas: “desejo que esta vocação a que o Senhor te chama te faças crescer em humildade e em espírito de serviço”.

Note-se que o Papa fala de “vocação”, não de honras ou privilégios. Uma vocação que, segundo a carta papal, os purpurados têm que viver com esta atitude: “somos servos inúteis”. Porque isso é “o que nos ensinou o Senhor a dizer depois de ter feito nosso trabalho”. Sem buscar nada mais: “não pretender outro pagamento, somente este e a graça de ser escolhido para servir”.

Pouco amigo das considerações retóricas e das abstrações, o Papa desce ao mais concreto e adverte ao cardeal eleito do México: “receberás cumprimentos e expressões de proximidade de muita gente que te quer bem; aceite-os com simplicidade”.

Na linha seguinte, Francisco faz referência à lição do Evangelho: “Em teu coração, te fará bem recordar, em meio a esta alegria, a entrada de Jesus em Jerusalém... e a sexta-feira seguinte”.

E o Papa volta à vida real: “Recomendo-te que cuide das celebrações que os fiéis te farão, que sejam humildes e longe de todo espírito mundano”.

Cardeais humildes e austeros para servir. Estes são os purpurados que o papa Francisco quer e essa é a intenção que apresenta ao Senhor: “rezo para que esta seja tua alegria no dia de hoje e ao longo de toda tua vida e que, ao final, possas dizer ao Senhor: ‘nunca pus tua luz debaixo da cama’”.

Francisco se despede de dom Arizmendi com seu habitual pedido: “Rezo por ti, por favor, fazê-lo por mim. Que Jesus te abençoe e a Virgem Maria te cuide. Fraternalmente”. E sua assinatura quase microscópica.

A cerimônia de criação dos 13 novos cardeais está prevista para o dia 28 de novembro. Porém, dada as circunstâncias da segunda onda da pandemia, que se alastra pelo mundo, ninguém pode confirmar que o sétimo consistório de Francisco seja presencial. Mais ainda, alguns asseguram que poderia ser totalmente virtual pela primeira vez na história e outros louvam por uma cerimônia metade presencial, especialmente para os seis cardeais italianos, e metade virtual para os sete restantes de diversas partes do mundo. De fato, os cardeais eleitos das Filipinas e de Brunei já comunicaram que não poderão assistir presencialmente.

Não será a primeira vez que um cardeal recebe as insígnias (barrete, anel e pergaminho de nomeação) das mãos de outra autoridade eclesiástica ou civil, distinta do Papa. Por exemplo, na Espanha, durante a ditadura, Franco colocava o barrete nos cardeais espanhóis por um privilégio do qual também desfrutavam os chefes de Estado da Itália, França e Portugal.

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