Trump é o principal fator de desinformação sobre o coronavírus

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03 Outubro 2020

O presidente estadunidense Donald Trump é provavelmente o maior fator de desinformação sobre o coronavírus, segundo um estudo da Universidade Cornell, financiado em parte pela Fundação de Bill Gates e sua esposa Melinda.

A reportagem é publicada por Página/12, 02-10-2020. A tradução é do Cepat.

Uma equipe da Aliança pela Ciência da Cornell analisou cerca de 38 milhões de artigos publicados em inglês, entre os dias 01 de janeiro e 26 de maio de 2020, nos Estados Unidos, Reino Unido, Índia, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia, bem como em alguns países da África e Ásia.

Destes artigos, foram identificados mais de 522.400 que possuíam informação falsa sobre o coronavírus, um fenômeno que foi qualificado como “infodemia” pela Organização Mundial da Saúde. Ao mesmo tempo, calculou-se o impacto que estes artigos tiveram nas redes sociais, com mais de 36 milhões de interações, três quartos no Facebook.

No total, foram estabelecidas onze categorias de informação falsa, uma destas abarca diferentes teorias conspiratórias, como as que afirmam que o vírus foi criado para estabelecer uma nova ordem mundial, que se trata de uma arma biológica disseminada por um laboratório chinês, que é uma doença ligada ao magnata Bill Gates e que o vírus foi criado para um controle da população mundial, entre outras.

No entanto, a categoria de informação falsa que mais popularidade obteve foi a de curas milagrosas, que conta com 295.351 artigos. Os seguidores de Trump foram responsáveis por uma marca significativa nesta categoria, particularmente por sua afirmação, em uma coletiva de imprensa, de 24 de abril, de que a injeção de desinfetante serve para combater a doença.

Além disso, houve picos semelhantes quando promoveu o uso de hidroxicloroquina, um tratamento cuja efetividade não foi comprovada.

“Portanto, chegamos à conclusão de que o presidente dos Estados Unidos foi sem dúvida o fator mais importante de desinformação” sobre a Covid-19, apontaram os pesquisadores.

“Se as pessoas recebem informação enganosa através de informes não científicos e não corroborados sobre a doença, pode acontecer de que passem a ser menos propensas a seguir as recomendações oficiais e a propagar ainda mais o vírus”, destacou Sarah Evanega, que liderou o estudo.

“Um dos aspectos mais interessantes na coleta de dados foi descobrir a impressionante quantidade de informação falsa diretamente relacionada às declarações de um pequeno número de indivíduos”, concluiu Jordan Adams, coautor da pesquisa e analista de dados da Cision Insight.

 

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