Os Estados Unidos presumem de suposta “autoridade moral” e pedem ao Vaticano para que não renove o acordo com a China

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21 Setembro 2020

O secretário do Estado dos EUA, Mike Pompeo, visitará Roma no final do mês.

A reportagem é de Hernán Reyes Alcaide, publicada por Religión Digital, 20-09-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em algumas palavras que relembram a pior fase do imperialismo estadunidense, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, atribuiu a si a possibilidade de julgar as virtudes da Santa Sé e pediu ao Vaticano que não renove o acordo provisório assinado com a China em 2018 para a designação conjunta de bispos e que vence no final do mês porque “colocaria em risco” a autoridade moral de Roma.

“Há dois anos, a Santa Sé chegou a um acordo com o Partido Comunista Chinês, esperando ajudar os católicos chineses. Porém, o abuso do PCC sobre os fiéis somente piorou. O Vaticano colocaria em risco sua autoridade moral se renovasse o acordo”, publicou Pompeo, nesse domingo, no seu perfil do Twitter.

Pompeo, que por meio de seu tuíte publicou um artigo que escreveu na revista conservadora americana First Things criticando o acordo, visitará o Vaticano no final do mês, para um possível encontro com seu homólogo vaticano, Pietro Parolin.

O Secretário de Estado dos EUA, assim, se referiu às negociações existentes entre Roma e Pequim para prorrogar por mais um ou dois anos o acordo provisório para a nomeação conjunta de bispos assinado por dois anos em 22 de setembro de 2018, o qual foi o maior passo em abordagem bilateral em mais de 50 anos.

Roma e Pequim apostam na renovação

Esta semana, foi o próprio Parolin quem, em diálogo com a imprensa, afirmou que “a intenção comum é continuar com a renovação deste acordo”.

Dias atrás, foi Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, que disse que “com os esforços conjuntos de ambas as partes, o acordo provisório sobre a nomeação de bispos entre a China e o Vaticano foi implementado com sucesso desde que foi assinado há cerca de dois anos”.

O acordo abriu caminho para acabar com a existência de um grupo de bispos nomeados apenas por Roma e sem o reconhecimento de Pequim; e outro grupo designado pela chamada Igreja Patriótica”, leal ao governo chinês e sem o aval do Vaticano.

Com o acordo, cujo texto permanece secreto, o Vaticano reconheceu os sete bispos que ainda não tiveram o aval pontifício e avançou-se nas nomeações conjuntas, com reconhecimento de ambas as partes, de Stefano Xu Hongwei como co-auditor de Hanzhong e Antonio Yao Shun titular em Jining / Wulanchabu.

Abordagem comum

Este ano, o último passo no caminho comum de reaproximação foi o encontro em meados de fevereiro dos Chanceleres da Santa Sé, Paul Gallagher, e da China, Wang Yi, que foi o encontro de mais alto nível desde a proclamação da República Popular da China em 1949, quando o Vaticano cortou laços com o gigante asiático após a ascensão de Mao Tse Tsung ao poder e estabeleceu relações bilaterais com Taiwan.

Apesar do fato de que com mais de 1,3 bilhão de habitantes na China “apenas” 10 milhões sejam católicos, segundo as estimativas mais favoráveis da imprensa oficial, o Papa não poupou acenos para Pequim e reiterou sua intenção, em mais de uma ocasião, de visitar o país.

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