Amazonas. Ocupantes de lancha de turismo atiram contra comunidade Maraguá

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05 Agosto 2020

Não há informações de feridos até o momento. Indígenas temem novos ataques e em Manaus levam caso às autoridades públicas.

A reportagem é de J. Rosha, publicado por Conselho Indigenista Missionário - Cimi, 03-08-2020.

Nova Olinda do Norte (AM) – Indígenas Maraguá da aldeia Lago grande, localizada no rio Abacaxis, denunciaram que supostos turistas a bordo de uma lancha identificada por eles como “Dona Dora” dispararam tiros contra os moradores. O fato aconteceu na manhã desta segunda-feira (3) no município de Nova Olinda do Norte, a 134 quilômetros em linha reta de Manaus – a capital do Amazonas.

Não há informações de feridos até o momento. Porém, os indígenas temem que alguma fatalidade aconteça caso eles retornem e promovam novo ataque. A maioria dos moradores se encontra fora da aldeia, dizem as lideranças.

No dia 25 de julho passado foi registrado um conflito no rio Abacaxis entre moradores das aldeias, comunidades locais não indígenas, também contrários à presença hostil, e turistas invasores, que nessa época do ano seguem pelo rio para praticar pesca esportiva e desrespeitam o território tradicional Maraguá.

Em razão do episódio de fiscalização das comunidades, os invasores, contrariados, prometeram retornar ao local e enfrentar os moradores. “Eles prometeram que iam voltar e voltaram mesmo. Estão atirando contra nossos parentes lá”, diz Jair Seixas Reis, cacique do povo Maraguá.

Os Maraguá já registraram várias denúncias no Ministério Público Federal (MPF) contra os prejuízos causados pela pesca esportiva na região do rio Abacaxis. Em agosto de 2018, o MPF promoveu uma audiência pública na aldeia Terra Preta com a presença de indígenas e assentados do Incra, que moram na margem oposta do rio.

Segundo lideranças do povo Maraguá, alguns empresários e proprietários de lanchas de turismo não respeitam os limites do território indígena. Nesta segunda-feira um grupo de líderes dos Maraguá se deslocou até Manaus em busca de providências por parte dos órgãos de assistência aos povos indígenas. No momento em que se reuniam para organizar os contatos com as autoridades, eles foram informados por telefone sobre o ocorrido na aldeia Lago Grande.

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