Paulinho Paiakan, liderença Kayapó, morre vítima do novo coronavírus

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Os católicos ainda leem? Sinodalidade e a “Igreja que escuta” nesta era digital. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Estou obcecado pelo Evangelho. O Evangelho não é Religião. Artigo de José María Castillo

    LER MAIS
  • Tenho medo dos padres

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


19 Junho 2020

Paulinho Paiakan importante liderança indígena da etnia Kayapó morreu nesta quarta-feira (17) em Belém, no Pará, vítima do novo coronavírus. Paiakan foi importante figura na luta pela demarcação do território do seu povo, contra invasões de grileiros e na denuncia dos impactos do projeto hidrelétrico de Belo Monte, no Pará, mas caiu no ostracismo após ser condenado por estupro.

A reportagem é publicada por Amazônia.org, 17-06-2020.

Na semana passada, ele teria dado entrada no hospital de Redenção com sintomas do novo coronavírus e, após agravamento do quadro clínico, transferido para o hospital Regional Público do Araguia, onde faleceu.

Paiakan foi um dos primeiros Kayapós a aprender português, quando ainda jovem foi levado por missionários para Altamira. Atuou junto a Fundação Nacional do Índio em 1972 e defendeu o território indígena ao lado de importantes figuras do indigenismo e organizações. Em 2008, ao lado de Raoni e outras lideranças Kayapó, conseguiu a homologação de Terra Indígena onde hoje vivem cerca de 12 mil pessoas.

Durante o governo Sarney, foi perseguido por sua oposição ao projeto hidrelétrico de Belo Monte no Pará. Após visita a Washington, ao lado de Kube-i, denunciou o projeto e a ausência de consulta pública aos povos indígenas que teriam seus territórios impactados. Ao voltar ao país, foi interrogado pela Polícia Federal acusado de causar danos à imagem do país.

Em 1992 foi acusado de estrupo pela estudante Silvia Letícia da Luz Ferreira. Foi preso preventivamente até 1994 e após soltura o Ministério Público Federal entrou com recurso. Em 1998 foi condenado por unanimidade pela 2º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Pará. Sua esposa, Irekrã, foi acusada de ter agredido e facilitado a ação do marido. Foi condenada a quatro anos de detenção em regime semiaberto.

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Paulinho Paiakan, liderença Kayapó, morre vítima do novo coronavírus - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV