A desigualdade econômica está fora de controle

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27 Mai 2020

Nenhum cidadão deve ser tão opulento a ponto de poder comprar a outro e ninguém tão pobre a ponto de ser forçado a se vender”, O Contrato Social, Jean-Jacques Rousseau.

A quantidade de bilionários dobrou na última década. A ideia de que todo mundo perde em tempos de crise está errada. O desastre geral sempre gera um punhado de vencedores.

A reportagem é de Diego Rubinzal, publicada por Pagina/12, 24-05-2020. A tradução é do Cepat.

Por exemplo, empresas de tecnologia (Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft) estão emergindo como os grandes vencedores em tempos de coronavírus. A pandemia reforçou as tendências anteriores.

O CEO da Amazon, Jeff Bezos, é o maior bilionário do planeta, com uma fortuna de mais de 140 bilhões de dólares, apesar dos contratempos do ano passado. A separação de sua esposa lhe custou 36 bilhões de dólares. Sua ex-cônjuge se tornou a quinta mulher mais rica do mundo, segundo o ranking elaborado por Bloomberg. Esse não foi o único problema. Em 25 de outubro, Bezos perdeu 6,9 bilhões de dólares, em um único dia, com a queda no valor das ações da Amazon. Segundo a empresa, a queda nas ações foi causada porque os lucros do terceiro trimestre decepcionaram investidores.

O “Grande Confinamento” global melhorou o espírito dos investidores. As vendas do gigante do comércio eletrônico superaram os 75 bilhões de dólares no primeiro trimestre. “Um aumento na demanda que elevou o negócio a níveis próximos ao pico da temporada de férias, com lares fechados no virtual e muitos milhões permanecendo no interior”, explicou o jornal britânico The Guardian.

Jeff Bezos aumentou sua fortuna em 24 bilhões de dólares com a recuperação das ações. Enquanto nos Estados Unidos a demanda por auxílio-desemprego atinge valores recordes, a fortuna dos bilionários americanos aumentou 10% (282 bilhões de dólares), desde meados de março, segundo o portal alemão Telepolis.

Um desses bilionários (sul-africano de nascimento, nacionalizado estadunidense e canadense) é Elon Musk. O diretor executivo da Tesla está no centro da controvérsia porque retomou a produção automotiva em um dos estados (Califórnia) mais afetados pela pandemia de coronavírus. Musk chamou a ordem de confinamento de “fascista” e chamou de “ignorante”a diretora interina de saúde do condado de Alameda. Como se sabe, os ricos não pedem permissão.

Segundo Bloomberg, o diretor executivo da Tesla ocupa a vigésima segunda posição no ranking das maiores fortunas do mundo, com 40 bilhões de dólares.

Esses números são obscenos quando bilhões de habitantes do mundo sofrem deficiências elementares. Em janeiro passado, a Oxfam Intermón publicou seu tradicional relatório anual sobre desigualdade global, intitulado Benefício público ou benefício privado?. A organização sustenta que a desigualdade econômica está fora de controle: metade da humanidade sobrevive com menos de 5,50 dólares por dia; 2.153 bilionários detêm mais riqueza do que 4,6 bilhões de pessoas; o 1% da população mundial possui o dobro de riqueza que os 6,9 bilhões de pessoas; os 22 homens mais ricos têm uma fortuna pessoal superior a todas as mulheres da África juntas.

O elevado grau de desigualdade global não é “natural”, mas o resultado da aplicação de determinadas políticas públicas. “A história das desigualdades depende das representações feitas pelos atores econômicos, políticos e sociais do que é justo e do que não é, das relações de força entre esses atores e das escolhas coletivas que resultam disso”, explica o francês Thomas Piketty.

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