Brasil tem um dos piores indicadores de distanciamento social da América Latina

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20 Mai 2020

O Google examinou os dados de smartphones para descobrir como está a mobilidade das pessoas durante a pandemia da Covid-19 no mundo. O “Relatórios de Mobilidade Comunitária” investiga itens em relação a lazer, mercado e farmácia, parques, transporte público e trabalho. A análise dos dados é realizada a partir dos deslocamentos para locais do período de 29 de fevereiro e 11 de abril, na comparação entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro.

A reportagem é publicada por Observatório da América Latina.

O Brasil está nas últimas posições da América Latina, indicando que a população brasileira cumpre menos o isolamento social. Em três dos cinco indicadores, o país está na última posição e nos outros dois, o Brasil está nas últimas posições, em comparação a países da região.

A queda na busca por transporte público foi de 52% no Brasil, a mais baixa da América Latina. A maior queda de usuários em ônibus, metrô e trem foi no Equador, 87%. No indicador trabalho, o Brasil também está entre a mais baixa da região. Durante o período analisado, a queda foi de 36%, enquanto no Panamá esse percentual foi de 84%.

A diminuição do deslocamento para mercados e farmácias no Brasil é, também, a mais baixa da América Latina, com redução de apenas 5%. Esse percentual no Equador é de 83%. No deslocamento para parques, o percentual mais baixo foi na Nicarágua (-33%), seguido do Brasil com 59%. Assim como no deslocamento para parques, a Nicarágua e o Brasil estão nas últimas posições no deslocamento para lazer, respectivamente.

Entre os países que mais aderiram às medidas de restrição social, estão Bolívia, Equador e Panamá.

Discursos sobre as políticas de isolamento

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vem menosprezando desde o início o impacto do novo coronavírus na saúde da população. Após declarações em cadeia nacional reduzindo a gravidade da doença, governadores de todo o país informaram que caiu a adesão ao isolamento em casa.

Além do seu discurso, o presidente do Brasil tem saído as ruas, em Brasília, indo em farmácia e padarias, causando aglomeração entre os seus apoiadores. Os seus seguidores também estão se aglomerando nas ruas das principais cidades do país, pedindo o fim do isolamento social e o retorno das atividades econômicas.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, também menospreza a importância da Covid-19. De acordo com o levantamento do Google, o país tem alguns dos piores indicadores de adesão ao isolamento social junto com o Brasil. Ortega desapareceu por 34 dias e só foi aparecer em público semana passada. O presidente não anunciou nenhuma medida de restrição social à população. A Nicarágua teria nove contaminados e uma morte até ontem (17), mas a comunidade científica desconfia dos números, pois os países vizinhos Costa Rica e Honduras possuem 649 e 442 infectados, respectivamente.

Ao lado de Bolsonaro e Ortega, estava Andrés Manuel López Obrador até pouco tempo, presidente do México, que pediu para a população seguisse a vida normal, assim como continuasse se abraçando e beijando. Obrador mudou de atitude somente no fim de março, ao cancelar as aulas e as atividades do governo federal não essenciais e passou a pedir para os mexicanos ficarem em casa.

A América Latina superou no dia 17 de abril mais de 90 mil casos de pessoas infectadas e 4.301 mortes confirmadas pelo novo coronavírus, segundo a Universidade John Hopkins. No dia 26 fevereiro, foi confirmado a primeiro caso da região, no Brasil, o país com o maior número de infectadas e de pessoas mortas. As medidas adotadas na região no enfrentamento ao novo coronavírus vão desde o fechamento de fronteiras até toque de recolher.

Acompanhe aqui a evolução dos casos na América Latina.

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