Alberto Fernández e Papa Francisco conversam por 44 minutos no Vaticano

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02 Fevereiro 2020

É o dobro do tempo que o pontífice dedicou a Macri. “Santo Padre, que prazer vê-lo”, disse o novo presidente argentino ao entrar. “Bem-vindo”, respondeu-lhe o papa. A audiência foi realizada em um clima descontraído.

A reportagem é de Guido Carelli Lynch, publicada por Clarín, 31-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O presidente Alberto Fernández se reuniu com o Papa Francisco no Vaticano, em uma audiência com um clima descontraído e realizada na Biblioteca Privada do Palácio Apostólico.

O encontro durou 44 minutos, quase o dobro do tempo que o pontífice havia dedicado a Mauricio Macri. “Santo Padre, que prazer vê-lo”, disse o presidente no início do encontro, ao que o pontífice lhe respondeu com um “bem-vindo”.

Francisco o recebeu na Sala do Tronetto e o convidou a passar para a sua biblioteca privada. “Primeiro o coroinha”, brincou o papa ao fazê-lo passar para a sala.

Alberto Fernández entrou primeiro no Pátio de São Dâmaso, onde a bandeira argentina estava erguida. “Il cortile” estava protegido pela Guarda Suíça e pelos gentis-homens, leigos que, de acordo com o protocolo, assistem ao papa. O prefeito do Palácio Apostólico recebeu o presidente.

Após a reunião entre o pontífice e o presidente, o restante da delegação argentina entrou na sala para trocar cumprimentos e presentes. Houve palavras afetuosas do papa para o chanceler Felipe Solá, Gustavo Beliz e Guillermo Oliveri.

O papa deu ao presidente uma escultura de ferro com uma inscrição gravada que dizia: “Sejam mensageiros de paz”. “É isso que eu quero de vocês, que sejam mensageiros de paz”, disse o pontífice a Fernandez e à primeira-dama.

O pontífice também lhe entregou os cinco livros que escreveu, incluindo a Gaudate et exsultate, que inclui a oração do bom humor de São Tomás Moro. “Não perca o humor. Eu sempre digo isso aos políticos. Se você o perder, olhe-se no espelho”, disse.

Além da estátua do Negrito Manuel, o tear e dois livros sobre os cafés de Buenos Aires, o presidente presenteou Francisco com o calendário inclusivo da Granja Andar.

Antes do encontro com o papa, o presidente participou de uma missa “pela reconciliação” na Basílica de São Pedro.

A cerimônia religiosa, celebrada às 8h, foi presidida pelo arcebispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, e toda a comitiva que acompanha o mandatário participou.

Sánchez Sorondo pediu para “celebrar a missa da reconciliação que está nos corações do presidente, dos bispos e do papa”. Ele também falou de Juan Domingo Perón e do seu encontro com ele em 1973.

Perón nunca imaginou que haveria um papa argentino e alguém tão próximo dele. Deus está nos mostrando um caminho importante para que a Argentina se ponha de pé”, afirmou.

O prelado, que conheceu Perón pessoalmente em Roma em 1973, valorizou a figura do ex-presidente. “Perón mudou decisivamente a Argentina, e temos que seguir esse caminho”, afirmou o arcebispo.

A missa esteve cheia de detalhes peronistas, e, sobre o altar, havia uma imagem do padre Carlos Mugica.

Na primeira fila, o presidente acompanhou a missa junto com sua esposa, Fabiola Yañez, o chanceler Felipe Solá, a ministra da Justiça, Marcela Losardo, e o secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Béliz.

Ao término da celebração, rezaram em frente ao túmulo de João Paulo II, cujos restos mortais agora descansam em São Pedro, e recordaram Paulo VI, o papa no comando em 1973.

No mesmo local onde foi celebrada a missa, no subsolo de São Pedro, onde, segundo a tradição, repousam os restos do primeiro pontífice, Sánchez Sorondo e Mugica celebraram a missa em novembro de 1972 para agradecer que Perón podia retornar à Argentina depois de 18 anos.

Alberto Fernández também visitou a escultura Angels Unawares, do artista canadense Timothy Schmalz, que retrata o drama dos refugiados, deslocados e migrantes, um dos temas sobre os quais o papa mais alerta.

Fernández e Francisco se viram pela terceira vez em três anos. O pontífice o recebeu no dia 26 de janeiro de 2018. O presidente voltou em agosto daquele ano com uma comitiva internacional para pedir a libertação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

No passado, em Buenos Aires, Fernández e o então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, compartilhavam o dentista, um detalhe que o primeiro lembrou ao pontífice quando lhe escreveu para concretizar o primeiro dos encontros através do então secretário de Culto, Guillermo Oliveri, presente na reduzida comitiva integrada pela primeira-dama, Fabiola Yañez, Solá, o secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Beliz, a ministra da Justiça, Marcela Losardo, e o secretário de Comunicação, Juan Pablo Biondi.

 

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