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07 Novembro 2019

Esse contingente de pessoas se equivale à população da Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal, pontua o IBGE.

A reportagem é de Giovanna Galvani, publicada por CartaCapital, 06-11-2019.

Em 2018, 13,5 milhões de brasileiros estavam vivendo com uma renda mensal per capta (por pessoa) inferior a R$ 145, o que caracteriza condição de extrema pobreza para os parâmetros do Banco Mundial. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira 06 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número é o maior registrado desde 2012, um percentual de 6,5% da população. Em comparação, esse contingente de pessoas se equivale à população da Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal, pontua o IBGE.

Para o pesquisador André Simões, que coordenou o estudo, esse grupo de pessoas precisa de maiores cuidados por parte do Estado, o que inclui “políticas públicas de transferência de renda e de dinamização do mercado de trabalho”, diz.

Comparativo da pobreza nos estados brasileiros. (Fonte: Agência IBGE)

O Bolsa Família, um dos principais meios de redução de desigualdade no País, está com valor desatualizado e insuficiente em relação com o valor global de assistência social adotado no mundo, analisa Leonardo Athias, também do IBGE. “Por falta de correções monetárias, hoje o valor de R$ 89 é abaixo do valor global indicado pelo Banco Mundial”, explica.

“É fundamental que as pessoas tenham acesso aos programas sociais e que tenham condições de se inserir no mercado de trabalho para terem acesso a uma renda que as tirem da situação de extrema pobreza”.

O estudo também analisou os impactos no aumento da desigualdade, que também foi comprovada pelos números. Entre 2012 e 2014, o grupo dos 40% mais pobres viu um aumento de R$50 no rendimento doméstico. A partir de 2015, o número voltou a cair. A situação inversa aconteceu para a fatia mais rica: no final de 2018, o rendimento médio atingiu R$ 5764, o maior da série histórica.

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