A economia e o emprego na América Latina. Horizontes de médio prazo pouco favoráveis, segundo a CEPAL

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Por: Wagner Fernandes de Azevedo | 01 Agosto 2019

A situação econômica da América Latina e do Caribe não aparece com horizontes favoráveis tanto para 2019, quanto a médio prazo. O relatório da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe – CEPAL, da ONU, apresentado na tarde de quarta-feira, 31-07-2019, destaca a insuficiência da economia regional em responder à crise econômica mundial.

Depois da contínua desaceleração no último quinquênio, 2019 não será diferente para a economia regional latino-americana e caribenha. A projeção é que o PIB da região tenha um crescimento quase a metade de 2018: se no ano passado a economia da região cresceu 0,9%, a previsão para este ano é de 0,5%. A América do Sul é a sub-região que tem a pior projeção, em situação de quase estagnação, 0,2%.


Taxa de Variação do PIB na América Latina, 2014-19. Fonte: CEPAL

O relatório da CEPAL busca identificar os desempenhos setoriais das economias regionais. Segundo a comissão, a desaceleração persiste devido ao mau desempenho em investimentos, exportações e a queda do gasto público. A desaceleração que acompanha uma queda no consumo e na produtividade tem como consequência a precarização do mercado de trabalho, gerando o aumento da informalidade e uma taxa desemprego que se aproxima dos 10%. Essa taxa de desemprego, conforme a CEPAL, é a mais baixa desde 2005, o que, no atual contexto econômico, projeta uma deterioração contínua da qualidade do emprego.


Taxa de Variação do PIB na América Latina, por setores da economia, 2014-19. Fonte: CEPAL

Portanto, os Estados latino-americanos, mesmo com suas políticas de ajuste fiscal, seguem arrecadando menos que os gastos e aumentando a dívida pública. O relatório aponta que os bancos centrais não conseguem estimular políticas de demanda agregada, atrancados pela desvalorização cambial e a dependência estrutural de exportação de matérias-primas.

Como resposta à baixa arrecadação, a CEPAL sugere a necessidade de impulsionar impostos à economia digital – medida semelhante a anunciada por Macron, recentemente na França –, de proteção ao meio-ambiente e relacionado à saúde pública, realinhando esses ganhos fiscais para a produção.

Na análise estrutural, a Comissão faz um recorrido do sistema financeiro mundial a partir de 2008, considerando suas mudanças a partir da perspectiva da região. Constatou-se a intensificação dos níveis de concentração de capital e prociclicidade – isso, alternância de aumentos e contrações de crédito pelos bancos, que, segundo a CEPAL, tornam o cenário de investimento produtivo incerto, desacelerando o crescimento e impactando negativamente no mercado de trabalho. O endividamento global cresceu generalizadamente, em nível recorde, a 320% do PIB. A projeção de crescimento mundial também é de desaceleração: 2,6%, enquanto em 2018 o crescimento foi de 3%. As grandes potências mundiais, EUA, China e a União Europeia compõem o mesmo cenário: economias ainda crescentes – sobretudo a chinesa –, mas cada vez menos.


Projeção de crescimento do PIB nos 33 países da América Latina e Caribe, 2019 . Fonte: CEPAL

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