Pagou, entrou

Foto: Agência Brasil

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19 Julho 2019

As mudanças já haviam sido ventiladas pelo ministro da Saúde, Mandetta, e enfim vão sendo confirmadas. Terminaram as atividades do grupo de trabalho formado pelo MEC para reformular a reavaliação de diplomas de médicos formados no exterior: o Ministério vai mudar as regras. A promessa é aumentar a frequência do Revalida para que seja feito duas vezes por ano – hoje não há periodicidade definida e a última edição aconteceu em 2017.

A reportagem é publicada por Outra Saúde, 19-07-2019.

As faculdades particulares terão o seu papel. Hoje há dois modelos de avaliação de diplomas: o mais falado é o Revalida, mas além dele também é possível buscar editais de universidades públicas, que têm um processo em que analisam as disciplinas cursadas no exterior, verificando os conteúdos e fazendo complementação curricular. Este segundo modelo vai ser alterado. Os médicos vão poder buscar instituições privadas para fazer as aulas extras de disciplinas que não foram cursadas. “A lei diz que tem que ser feita universidade pública. Sabemos que, se jogar isso para o mercado privado, vai virar um ‘quem pagou, entrou’”, alerta, na Folha, o vice-presidente da Associação Médica Brasileira, Diogo Leite Sampaio.

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