As terras raras: o poder chinês na guerra comercial

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04 Junho 2019

Em 1992, Deng Xiaoping, pai da reforma econômica e do desenvolvimento atual da China, disse: “O Oriente Médio tem petróleo, nós temos terras raras” aludindo ao poder que tais elementos teriam como “ouro negro do século XXI”. Dados os anúncios desses dias parece que não se equivocou.

O artigo é de Fernando Reyes Matta, ex-embaixador do Chile na China e Nova Zelândia, assessor internacional do presidente chileno Ricardo Lagos (2000 a 2006), publicado por Other-News e reproduzida por ALAI, 03-06-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Nisso de guerra comercial – cada dia mais contaminada de guerra fria – cada qual recorre a seus recursos de poder para consolidar posições. Estados Unidos diz que sua força militar é superior a todo o existente. E é verdade, tanto no tecnológico como na quantidade de recursos e capacidade de deslocamento e ação.

É o expressado pelo presidente Donald Trump desde o Japão, em referência direta à China. Porém, da sua vez, desde Pequim se faz saber que o governo de Xi Jinping está considerando restringir as exportações aos Estados Unidos das chamadas “terras raras”, esses 17 elementos químicos que são chaves para a fabricação eletrônica de consumo e equipamentos militares.

E ali vemos como os cenários das confrontações marcam diferenças maiores entre o conhecido no século XX e o que vem para o século XXI. Em que medida a carência dessas terras raras enfraquece posições para o desenvolvimento tecnológico norte-americano? Segundo estudos recentes, as empresas estadunidenses importaram quatro de cada cinco toneladas da China no período 2014-17, e no ano passado suas compras subiram 17%. A questão de fundo, que Washington não pode ignorar, é a posição da China como principal produtor do mundo de terras raras, cerca de 80% do total. As estimativas disponíveis indicam que China extrai 120 mil toneladas anuais. Em seguida, porém muito mais atrás, vem Austrália e Estados Unidos, que em conjunto, somam 40 mil toneladas. Fora da China também há reservas importantes no Brasil, Vietnã e Rússia.

Assim a questão das “terras raras” não é um tema menor para o desenvolvimento futuro da tecnologia norte-americana. Entre os mais conhecidos estão o ítrio, o escândio e um conjunto de 15 metais brandos conhecidos como lantanídeos. Se localizam em forma de óxidos, e é habitual que se encontrem em concentrações reduzidas. As cifras apontadas dão conta até donde é forte a interdependência dos Estados Unidos e China nos seus desenvolvimentos futuros, apesar de John Bolton e seus similares. Nesse marco, há otimistas que supõem ver ao final do dia um acordo comercial entre ambos os países. Já veremos como se dão as coisas em Osaka onde, inevitavelmente outra vez, o G-20 girará em torno do diálogo do G-2. Tudo isso enquanto se faz evidente que esta não é uma guerra comercial, mas sim uma “guerra tecnológica” com o olhar posto em quem será a potência forte na inteligência artificial, robótica e comunicação digital avançada para a metade do século.

Em 1992, Deng Xiaoping, pai da reforma econômica e do desenvolvimento atual da China, disse: “O Oriente Médio tem petróleo, nós temos terras raras”, aludindo ao poder que tais elementos teriam como “ouro negro do século XXI”. Dados os anúncios desses dias, parece que não se equivocou.

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