Papa Francisco sobre as pessoas LGBT: "Se estivéssemos convencidos de que eles são filhos de Deus, as coisas mudariam muito"

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03 Junho 2019

O Papa Francisco voltou a comentar sobre a homossexualidade, reiterando que não acredita que jovens gays e lésbicas precisem de psiquiatras, e dizendo que ele é um "conservador" que acredita que é "uma incongruência falar de casamento homossexual".

O artigo é de Robert Shine, publicado por New Ways Ministry, 01-06-2019. A tradução é de Natália Froner dos Santos.

Em uma entrevista recente, o Papa falou com uma jornalista mexicana, Valentina Alazraki, da Televisa, abordando uma ampla gama de tópicos. Questionado por Alazraki sobre pessoas em situações "irregulares", como o homem transgênero e sua parceira, recebidos pelo Papa Francisco em 2015, o Papa disse não gostar da palavra "irregular". Francisco acrescentou: "Se estivéssemos convencidos de que eles são filhos de Deus, as coisas mudariam muito".

Francisco em seguida abordou uma controvérsia de 2018, onde foi relatado que ele disse que os pais devem levar jovens que exibem sinais de homossexualidade a um psiquiatra, entendido por alguns como uma alusão à terapia de conversão. Ele esclareceu seus comentários (pela segunda vez) nesta última entrevista (via Google Tradutor): "Eu fiquei bravo, fiquei furioso com a forma como [a resposta] foi transmitida. Sobre a integração familiar de pessoas com orientação homossexual, e eu disse: pessoas homossexuais têm o direito de estarem na família, pessoas com orientação homossexual têm o direito estar na família e os pais têm o direito de reconhecer essa criança como homossexual, aquela filha como homossexual. Você não pode jogar fora alguém da família ou tornar a vida impossível para eles.”

Pelo uso do termo "psiquiatra" na época, disse: "Eu quis dizer profissional porque às vezes há sinais na adolescência ou pré-adolescência e as pessoas não sabem se são de tendência homossexual ou que a glândula timo não atrofiou com o tempo, ou, bem, mil coisas, não é? A manchete do jornal dizia: ‘O papa envia homossexuais ao psiquiatra’. Não é verdade! Eles me fizeram a mesma pergunta novamente e eu repeti: ‘Eles são filhos de Deus, eles têm o direito de uma família e tal. Isso não significa que eu aprove os atos homossexuais, longe disso.’”

Alazraki também perguntou ao Papa Francisco sobre seu famoso "Quem sou eu para julgar?" comentário de 2013, que a jornalista disse ter sido retirado do seu contexto e, em seguida, deu esperança para as pessoas LGBTQ. O Papa respondeu que ele era um "conservador" que "sempre defendeu a doutrina", acrescentando que ele se opunha à igualdade no casamento porque "é uma incongruência falar de casamento homossexual".

O Papa Francisco novamente parece estar preso à contradição inerente aos ensinamentos da Igreja sobre a homossexualidade. Por um lado, ele acredita que "as coisas mudariam muito" se os católicos parassem de ver as pessoas LGBTQ como "irregulares". Por outro lado, ele afirma que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma "incongruência". Embora não deva haver divisão entre o pastoral e o doutrinal, as contínuas reações mistas do Papa personificam a situação insustentável em que se encontra a Igreja Católica quando se trata de questões LGBT. Por quanto tempo os impulsos pastorais podem ser inclusivos, dificultados pela necessidade de ser "conservadores" e defender doutrinas cada vez mais rejeitadas pelo povo de Deus.

Os católicos LGBT e seus aliados estão provavelmente desapontados com as últimas observações de Francisco sobre a homossexualidade. O Papa claramente não entende com profundidade como o gênero e a sexualidade são compreendidos hoje. E ele nunca poderia desenvolver o ensino da Igreja nessas áreas sozinho. Ele está, no entanto, plantando sementes que poderiam resultar em mudanças futuras.

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