Huawei pisa forte na América Latina

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30 Maio 2019

A empresa gigante tecnológica chinesa, Huawei, pisa forte na América Latina. Nos últimos anos, se tornou uma das empresas dominantes no mercado global, a ponto de ser hoje a segunda maior fabricante de telefones celulares do planeta. A primeira é a Samsung, da Coreia do Sul.

A reportagem é publicada por Página|12, 29-05-2019. A tradução é do Cepat.

"Para a Huawei, 2017 foi um divisor de águas. Antes dessa data, havia outro concorrente na região e desde então levou um empurrão muito forte. Em 2018 e até agora, em 2019, experimentou seu maior crescimento na região", disse à rede britânica BBC, Ricardo Mendoza, analista da IDC, uma empresa tecnológica. Segundo o analista, a Huawei ficou no top 3 em muitos países da região, como México, Colômbia e Peru.

A analista consultora da Counterpoint, Tina Lu, acrescentou à rede de notícias britânica que, no final de 2018, a empresa chinesa se tornou líder no mercado peruano, se consolidando em segundo lugar no Chile e na Colômbia. A empresa também luta pela liderança no México, seu maior e mais importante mercado na região.

"Aqui no México, não existem mais de cinco marcas que monopolizam a maior parte do mercado e as diferenças em cotas de mercado das três primeiras marcas não são mais tão amplas. A luta pelo primeiro lugar é aberta e tem variações muito rápidas. As três primeiras acumularam mais de 60% do mercado com diferenças mínimas entre elas", explicou Oliver Aguilar, gerente de investimentos em telecomunicações e consumo no México da IDC.

Segundo a consultoria Statcounter, a Huawei possui cotas de mercado que superam os dois dígitos em 14 países da América Latina e em quatro deles supera 20%. No entanto, os países onde a empresa de tecnologia chinesa não tem grande presença são a Argentina e o Brasil, argumentou o analista Mendoza, quando afirmou que no Cone Sul a Huawei não tem uma estratégia sólida.

O especialista disse à BBC que a empresa chinesa planejava fazer investimentos na Argentina, mas decidiu adiá-los por causa dos problemas econômicos que o país está passando. No caso do Brasil, continuou, a empresa tentou entrar em 2014, mas obteve poucos resultados, então decidiu se retirar. Este ano, decidiu tentar novamente e algumas semanas atrás apresentou novos modelos de celulares.

Mendoza destacou que a empresa chinesa adotou a estratégia de começar a oferecer aparelhos de baixo preço e depois oferecer outros de padrão mais elevado, o que permitiu que agora seus aparelhos estejam posicionados em diferentes faixas de preços.

Ao mesmo tempo, a Huawei se destaca por ter destinado muitos recursos para o setor de publicidade. "A Huawei fez investimentos pesados em publicidade, em aeroportos, em clubes esportivos, realmente vimos isso 'até na sopa', como dizemos aqui no México", disse Mendoza.

Entre outras coisas, a empresa chinesa patrocinou a seleção de futebol do Panamá, as equipes peruanas Alianza Lima e Sporting Cristal, o time Santa Fé, da Colômbia, o Emelec, do Equador, o América, do México, o Bolívar, da Bolívia, e as equipes argentinas: Boca Juniors e River Plate.

O membro da consultoria IDC, Oliver Aguilar, destacou que, no caso do México, a Huawei destacou principalmente dois setores estratégicos: os jovens e os segmentos premium.

"Ao lidar com jovens, se pensa a médio e longo prazo, porque estão cada vez mais inseridos na vida profissional e os seus consumos se reflete em suas decisões de compra em tecnologia", afirmou. Mas, a tecnologia da China não está somente no mercado de telefones inteligentes, também pisa forte no setor de telecomunicações na América Latina.

Em meio à disputa comercial e tecnológica com os Estados Unidos, nos últimos dias, a empresa chinesa recebeu o apoio do governo de Nicolás Maduro, que disse que desenvolveria a rede 4G oferecida pela Huawei na Venezuela.

"Eu ordenei um investimento imediato junto com os nossos irmãos chineses, e a tecnologia da China, a tecnologia da Huawei, ZTE e todas as empresas chinesas e todas as empresas russas, para que possamos aumentar as capacidades de todo o sistema de comunicações e assim tornar uma realidade o sistema 4G", disse o presidente em seu último ato em Caracas.

Ele também criticou as medidas tomadas pelo governo de Donald Trump depois que, na semana passada, proibiu empresas americanas de fazer negócios com a Huawei, a quem acusa de tentar espionar seu país.

Na prática, as medidas estadunidenses implicam que os celulares da empresa chinesa não poderão usar os aplicativos do Google no futuro, mas, além disso, a Huawei também não poderá comprar dos Estados Unidos as peças e componentes essenciais para a produção de seu hardware e dispositivos.

Segundo um relatório recente da Comissão de Revisão Econômica e de Segurança dos Estados Unidos e a China - uma instituição que responde ao governo Trump -, a Huawei trabalha com a maioria dos principais provedores de telecomunicações da região. Também, ultimamente, ganhou contratos para oferecer suporte e construir redes de telecomunicações em mais de 20 países da América Latina e o Caribe.

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