Transumanismo. “A humanidade tomou consciência da enorme vulnerabilidade que nosso planeta possui”, afirma reitor da Universidade Pontifícia Comillas de Madrid

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30 Maio 2019

“Estamos em um momento da história em que a Humanidade tomou consciência da enorme vulnerabilidade que o nosso planeta possui”. O reitor da Universidade Pontifícia Comillas, o jesuíta Julio L. Martínez, inaugurou, nessa quarta-feira, o congresso “Transumanismo. Desafios antropológicos, éticos, jurídicos e teológicos”, organizado pela cátedra Francisco José Ayala de Ciência, Tecnologia e Religião da Universidade.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 29-05-2019. A tradução é do Cepat.

Um evento que pretende analisar as teses fundamentais do transumanismo e os desafios que apresenta, tanto do ponto de vista filosófico, como antropológico, jurídico, ético e teológico. Que são muitos. O prolongamento da vida até quase torná-la ‘eterna’, as implicações disto na qualidade da vida e a dignidade de todas as pessoas, a distância entre risco e pobres, a globalização...

Um simpósio organizado pelo diretor da cátedra, José Manuel Caamaño, e que conta com a colaboração da Fundação Tatiana Pérez de Guzmán el Bueno. O transumanismo esconde muitos desafios e implica muitas dúvidas, especialmente éticas, além das meramente tecnológicas (da genética à bioética, passando pela robótica). Mas, conforme o reitor destacou em sua abertura, “esta universidade quer estar nas fronteiras”.

Enviados às fronteiras do conhecimento

Junto com Martínez, a mesa foi presidida pelo cientista Francisco José Ayala, que dá nome à cátedra e que aceitou a presidência de honra do congresso. “Para nós, é um estímulo”, agradeceu o jesuíta.

“Somos enviados a estar nas fronteiras do conhecimento, sobretudo quando estas fronteiras fazem limite com a fé”, como é o caso do tema do congresso, acrescentou o jesuíta Julio Martínez, que convidou para uma maior “consciência ambiental e consciência social”, porque, “caso contrário, não temos futuro”.

“Pode acontecer que nessa viagem necessária, possamos perder a viagem do ser humano sobre si mesmo”, advertiu o reitor da Comillas, insistindo em que, justamente por isso, “a questão do humanismo é preciso ser pensada nas coordenadas da Agenda 2030 e da Ecologia integral, que não só não são incompatíveis, como também são referências e necessárias”.

Por quê? Porque “se perdemos o ser humano, não podemos falar de desenvolvimento sustentável”. Para o reitor, “a Igreja precisa estar presente nestas coisas. Não podemos não estar presentes nesses assuntos, e especialmente as universidades da Igreja”.

Implicações para o futuro

De sua parte, o diretor da cátedra, José Manuel Caamaño, destacou a importância das “implicações que o transumanismo terá no futuro”, especialmente porque “afeta a própria concepção do ser humano”, ao mesmo tempo em que defendeu a busca de se entender em que afeta os desafios científico-técnicos, religiosos, jurídicos, antropológicos e éticos deste ramo. “É preciso um tratamento profundo no âmbito universitário”, apontou.

Mensagem do Papa

Ao final da abertura, o reitor da Comillas leu a mensagem enviada ao congresso pelo cardeal Parolin, em nome de Francisco, na qual o Papa “saúda cordialmente os organizadores e participantes” do simpósio, convidando a “um estudo interdisciplinar para entender melhor” os desafios do transumanismo, sempre na perspectiva de que “a dignidade humana seja respeitada, evitando qualquer tentativa de instrumentalização”.

A palestra central, com o título “Pensar o trans-humanismo”, foi conferida pelo professor Antonio Diéguez, que abordou as “promessas de imortalidade” e de prolongamento da vida humana, que alguns profetas do trans-humanismo têm invocado e que poderiam levar “a criar novas espécies pós-humanas”.

“Começamos a deixar de desejar uma boa morte, a não querer morrer”, destacou o especialista. De fato, já foram fundadas empresas para “rejuvenescer cachorros e gatos, e inclusive uma empresa que pretende ressuscitar o mamute”.

“Tudo isto é ética especulativa, porque não sabemos se, em algum momento, poderemos aplicar estas técnicas ao ser humano”, resumiu. “É preciso começar a pensar sobre a questão, porque o biomelhoramento já não é ficção científica”.

 

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