29 de maio, memória litúrgica de São Paulo VI, o papa com as mãos estendidas

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29 Mai 2019

Intitula-se simplesmenteSan Paolo VI a pequena coleção de reflexões e textos para a memória litúrgica do dia 29 de maio, editada pelo rogacionista Leonardo Sapienza. Como se sabe, a data é a da ordenação sacerdotal de Giovanni Battista Montini, a quem o regente da prefeitura da Casa Pontifícia dedicou inúmeras publicações.

A reportagem é publicada por L’Osservatore Romano, 28-05-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

São Paulo VI. Foto: L'Osservatore Romano

Nesta última, o leitor é guiado em uma espécie de “ginástica espiritual”, cujo “treinador” é o próprio papa de Bréscia. A eficaz expressão é tomada de empréstimo de uma meditação ditada por Montini no dia 1º de dezembro de 1960, quando era arcebispo de Milão, aos padres dos vicariatos de Varese, por ocasião de um retiro no colégio arquiepiscopal Sant'Ambrogio.

Além de repropor o texto na íntegra, o editor relata no pequeno livro de 40 páginas o decreto de 25 de janeiro passado, emitido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos sobre a inscrição da celebração de São Paulo VI, Papa, no calendário romano geral. O artigo que comenta o decreto intitula-se “Corajoso apóstolo do Evangelho” – assinado pelo prefeito da Congregação, o cardeal Robert Sarah – e precede os textos litúrgicos propostos na conclusão do livreto.

Aspectos inéditos ou, pelo menos, esquecidos pela maioria são encontrados em “Paolo VI. Un uomo che tende le mani” [Paulo VI. Um homem que estende as mãos], publicação de 64 páginas em papel refinado que o Circolo San Pietro publicou para festejar os 150 anos das suas atividades a serviço dos pobres de Roma.

A antiga associação convidou justamente o Mons. Sapienza para pregar os exercícios quaresmais para os sócios, que ofereceu uma reflexão tripartite sobre Montini “homem, sacerdote, papa”, limitando ao máximo as considerações pessoais e deixando que ele falasse “diretamente com os seus discursos, os seus escritos, as suas anotações, os seus atos, as viagens, as visitas, os encontros com as pessoas de todas as classes”.

E é precisamente detendo-se sobre esse último aspecto que o leitor descobre ou redescobre os infinitos exemplos da caridade do santo pontífice. “Basta pensar no seu desejo – escreve o rogacionista – de vender alguns imóveis no centro de Roma para construir casas populares na periferia de Roma, em Acilia, em favor de tantas famílias pobres. Sinal tão concreto que ainda hoje esse bairro leva o nome de ‘Villaggio Paolo VI’.”

Entre os “muitos episódios desconhecidos”, o editor lembra alguns. “Graves inundações atingiram o Paquistão em 1971. Paulo VI, em diversas ocasiões, apelou à generosidade dos cristãos e das pessoas de boa vontade para irem ao encontro do sofrimento de milhões de pessoas. Para dar o exemplo, doou a cruz peitoral que, por interesse de um bispo alemão, foi adquirida por 10 milhões de liras por um construtor de Munique”.

E ainda no mesmo ano: “Na audiência geral da quarta-feira, 17 de fevereiro, ele recebeu os cônjuges Ezio e Anita Luzzi, que tiveram quatro gêmeos! Por ocasião do parto, o papa enviara uma generosa oferta à família de Cave, que já tinha outro filho”.

E em outra audiência, na quarta-feira, 23 de junho, “ele recebeu a Sra. Maria Moncullo D’Errico, mãe de 10 filhos, nomeada e premiada como ‘mãe do ano’. O pároco de Casalpalocco pedira uma ajuda para a família que estava em condições físicas, econômicas e morais desesperadoras. Paulo VI pediu informações ao vice-gerente, D. Ugo Poletti, que responde que a senhora era realmente necessitada, mas pouco praticante. Ou, melhor, que podiam ser detectados muitos defeitos e nenhum mérito particular. O prêmio foi concedido por interposição de um jornalista amigo da família. Outras mães de Roma se encontravam em condições de necessidade idênticas, senão superiores”. Mas o Papa Montini “estabeleceu: mandemos 100 mil liras e um terço através do pároco. Enquanto isso, a família se mudou para Peschici”: então o cheque tornou-se de um milhão de liras e foi enviado ao bispo de Foggia “com o pedido de enviá-lo para a destinatária”.

Em 1974 foi pároco de Bardi, em Parmigiano, que pediu ao pontífice “uma ajuda econômica em favor da menina Elisabetta Assirati, portadora de cardiopatia congênita, que havia sido internada nos Estados Unidos, onde passaria por uma cirurgia cardíaca muito delicada. A família é pobre e vive no terror de perder essa criança também, depois da primeira que morreu três anos antes. O pároco coletou três milhões de liras, mas era necessárias oito. Paulo VI mandou enviar um milhão”. Pouco tempo depois, a menina foi operada com sucesso e voltou para casa com saúde.

No jubileu de 1975, um jovem de etnia maori chegou a Roma vindo da Nova Zelândia: estava completamente paralisado, exceto pela cabeça, devido a graves lesões na coluna. A família é pobre, com outros oito filhos, e o pai também é inválido. Os católicos da Nova Zelândia fizeram uma coleta para permitir-lhes uma peregrinação à Europa, com uma etapa também em Lourdes, para o Ano Santo. E também para ele “Paulo VI fez uma generosa oferta”.

Muitas outras anedotas emergem das meditações, que constituem o corpo central do livro, que contém também uma introdução do presidente do Circolo, Leopoldo Torlonia, e um pensamento do assistente eclesiástico, Mons. Franco Camaldo.

Completam a publicação a demanda de admissão de Montini à associação, o discurso que ele fez a ela como papa no centenário da fundação (31 de maio de 1969), além de outros textos e fotografias. Entre estas, as reproduções das páginas do L’Osservatore Romano que testemunham o vínculo entre o pontífice lombardo e o Circolo.

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