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24 Abril 2019

Em seu livro, o diretor editorial do canal de TV Arte France, Bruno Patino, denuncia a tirania das redes sociais. Ou como os impérios econômicos criaram uma nova servidão.

A reportagem é de Fabienne Schmitt, publicada por Les Echos, 18-04-2019. A tradução é de André Langer.

Raramente um livro terá sido tão marcante sobre a triste constatação do que as redes sociais podem fazer de nós. “Nós nos tornamos peixes vermelhos trancados no aquário das nossas telas, sujeitos ao cuidado de nossos alertas e de nossas mensagens instantâneas”, explica Bruno Patino em um pequeno tratado contundente que teoriza “o mercado da atenção”.

De acordo com o diretor editorial do Arte France, que também é um dos melhores profetas das questões digitais, este novo capitalismo digital produz a aceleração, que substituiu “o hábito pela atenção e a satisfação pelo vício”. E os algoritmos são “as máquinas-ferramentas desta economia”. E o resultado desta sociedade digital é “uma nação de drogados hipnotizados pela tela”, seres humanos desprovidos de sua substância, submetidos cegamente aos algoritmos, o que os transformou em sonâmbulos, depois de fazê-los acreditar em uma “promessa de otimização”...

(Foto: Divulgação)

“Para quem acreditou na utopia digital, da qual eu faço parte, chegou o tempo do arrependimento”, pontua Bruno Patino. Para fundamentar sua tese, cita um dos pais fundadores da Net, Tim Berners-Lee: “Ninguém roubou nada, mas houve captura e acumulação. O Facebook, Google, Amazon, com algumas agências, são capazes de controlar, manipular e espionar como nenhum outro antes”.

A servidão voluntária. “Os novos impérios construíram um modelo de servidão voluntária, sem ter consciência disso, sem tê-lo previsto, mas com uma determinação implacável. No coração do reator não há um determinismo tecnológico, mas um projeto econômico que reflete a mutação de um novo capitalismo. No coração do reator está a economia da atenção”.

A morte do desejo. “Nossos próprios dados são usados contra nós. O desejo não tem mais tempo para se construir. E se por acaso ele se torna mais preciso e se expressa, ele sempre chega tarde demais: centenas de estímulos nos atacaram e exigiram uma resposta. Saciados antes de estarmos com fome, nós estamos com fome de uma comida que nem sequer tivemos tempo para sentir seu cheiro e provar”.

O peixe vermelho. De acordo com a Associação Francesa do Peixe Vermelho, “ele é feito para viver em bando, entre vinte e trinta anos, e pode chegar a 20 centímetros. O aquário atrofiou a espécie, acelerou a mortalidade e destruiu a sociabilidade...”.

O remédio. “O vício que está se desenvolvendo, os efeitos das bolhas informacionais, do desequilíbrio, da disseminação de falsas notícias e contra-realidades são também, sem dúvida, sobretudo uma produção intrínseca do modelo econômico das plataformas. E esse modelo é passível de alteração. Mas é preciso se envolver. Urgentemente. Existe um caminho possível entre a selva absoluta de uma internet libertária e o universo prisional das redes monitoradas. Esse caminho possível é a vida em sociedade. Mas não podemos abandonar a essas plataformas o cuidado de se organizarem sozinhas, se quisermos que ela não seja povoada de humanos com um olhar hipnótico que, acorrentados às suas telas, não conseguem mais olhar para cima”.

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