Ditadura militar Tortura: requinte de perversidade humana

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09 Abril 2019

 "O golpe civil-militar do dia 31 de março de 1964 inaugurou 21 anos de ditadura militar no Brasil. Durante esse malfadado período da história do País, foram praticados os piores crimes contra a humanidade", escreve Marcos Sassatelli, frade dominicano, doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP) e professor aposentado de Filosofia (UFG).

Eis o artigo.

Por incrível que pareça, o presidente Jair Bolsonaro determinou que o dia 31 de março de 1964 fosse comemorado, pelas Forças Armadas e pela sociedade, como a “data histórica” do aniversário do golpe civil-militar (55 anos). Além disso, o Planalto – sempre por decisão do presidente - divulgou um vídeo de exaltação ao golpe.

“O Programa Brasil Urgente da TV Bandeirante veiculou entrevista na qual Jair Bolsonaro voltou a dizer que não houve ditadura militar no Brasil, afirmou que o regime foi marcado (reparem!) por ‘probleminhas’ e chamou o golpe de ‘revolução democrática’”. Disse ainda “que o regime militar não acabou com as liberdades individuais no País” (O Popular, 28/03/19, p. 5). Verdadeiro absurdo!

O presidente e os políticos que fazem a apologia da ditadura militar só podem ser “demônios” ou psicopatas. Não há outra alternativa. A memória dos “mártires” da ditadura militar fala por si mesma. Quantos militantes (jovens e adultos, homens e mulheres), políticos, sindicalistas, líderes de Movimentos Populares, religiosos e religiosas foram barbaramente torturados e mortos ou estão desaparecidos!

É arrepiante e muito doido ouvir testemunhos de sobreviventes de sessões de torturas ou de pessoas (à época, algumas delas ainda crianças) que presenciaram sessões de tortura. Não dá para entender como um ser humano possa ser capaz de requinte - tão diabólico e, ao mesmo tempo, tão cínico - de perversidade e crueldade! Os “demônios” responsáveis por esses crimes contra a humanidade terão - se já não o fizeram - de prestar conta a Deus!

Órgãos Federais condenaram a determinação de Jair Bolsonaro. O Ministério Público Federal (MPF), por exemplo, em Nota Pública afirmou: “É incompatível com o Estado Democrático de Direito festejar um golpe de Estado e um regime que adotou políticas de violações sistemáticas aos Direitos Humanos e cometeu crimes internacionais”.

No Brasil inteiro - sobretudo nas capitais - aconteceram, no dia 31 de março e 1ª de abril, Atos Públicos contra a ditadura militar, em repúdio ao presidente Jair Bolsonaro e em memória das pessoas torturadas, mortas e desaparecidas.

Em Goiânia, foram realizados - com numerosa participação - dois Atos Públicos de protesto. O primeiro, “Cultura pela Democracia, Ditadura nunca mais!”, ocorreu no domingo, 31 de março, a partir das 14 horas, no CEPAL do Setor Sul. O segundo, na segunda-feira, 1º de abril, a partir das 16 horas, na Praça da Catedral Metropolitana. Entidades Sindicais, Movimentos Populares, Partidos Políticos Populares, Comitês ou Fóruns de Defesa dos Direitos Humanos e outras Organizações Populares se encontraram na praça da Catedral, onde teve início a caminhada “Ditadura nunca mais, Democracia sim: punição aos torturadores”. A caminhada percorreu o Centro da cidade, até o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar, situado na esquina das Avenidas Assis Chateaubriand e Dona Gercina Borges.

Além de cartazes e painéis com fotos e mensagens de indignação e denúncia, os participantes da caminhada carregaram 30 cruzes de madeira com o nome dos mortos e desaparecidos em Goiás durante a ditadura militar e com faixas de pano brancas “ensanguentadas”. O Ato foi em repúdio aos horrores da ditadura militar, à determinação do presidente Jair Bolsonaro de comemorar e festejar a data do golpe civil-militar e, sobretudo, em memória dos 30 mortos e desparecidos, que foram aclamados nominalmente, com a resposta: “presente”. O Ato encerrou por volta das 18:30 horas.

Uma advertência aos que defendem e comemoram o aniversário do golpe civil-militar de 31 de março de 1964: não usem o nome de “cristãos” e “cristãs”. Usar esse nome é trair Jesus de Nazaré”! É blasfemar contra o Espírito Santo, o Amor de Deus!

Ditadura nunca mais, democracia sim!

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