As armadilhas de Damares

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28 Março 2019

Damares Alves está comemorando o mês da mulher em grande estilo. Ontem, o ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos promoveu em Brasília o evento 'O protagonismo da mulher jovem no Brasil', com um painel sobre 'As armadilhas do feminismo'.

A informação é de Outra Saúde, 28-03-2019.

Para palestrar, Ana Caroline Campagnolo: aquela jovem professora e agora deputada do PSL que se criou em cima de polêmicas do tipo viralizar em foto com cara fofa e arma na mão, fazer projeto de lei prevendo que alunos gravassem professores etc. Seguidora de Olavo de Carvalho, a deputada tem um livro (sim) chamado 'Feminismo: perversão e subversão', em que "revê a trajetória do feminismo, confrontando as alegadas motivações e supostas conquistas do movimento com suas reais conseqüências na história cultural do Ocidente e, em especial, do Brasil".

A jornalista Anna Virginia Balloussier, da Folha, esteve lá conta como foi. Haja ânimo

Ana Carolina defendeu aquela coisa de rosa versus azul, porque afinal "meninas têm certas preferências e tendências"; disse que algumas gritas feministas, como no combate à violência, são exageradas, porque "a maior parte das mulheres não sofrerá estupro ou agressão física" ao longo da vida; e que "o privilégio de ser mulher" não é uma invenção cultural.

Sobre a filósofa Judith Butler, referência nos estudos de gênero, a crítica da palestrante se voltou à sua aparência. Afinal, de cabelos curtos, "ela perdeu nela mesmo todas as feições femininas".

A painelista disse ainda que o livro mais famoso de Beauvoir acerta numa coisa: mulheres são o segundo sexo, porque a Bíblia mesmo explica que primeiro Deus criou o homem. Ah, ela também falou sobre o que considera uma injustiça para com os homens: há muitos livros dedicados ao prazer sexual feminino e, para o masculino, pouquíssimos. Antes de começar o vento, Balloussier perguntou a Damares sobre 1964: se achava que tinha havido golpe ou revolução. A ministra não respondeu, mas lhe entregou uma flor.

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