Colômbia. A indignação de Uribe pelas revelações de Santos sobre a visita ao Vaticano

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28 Março 2019

O novo livro do ex-presidente Juan Manuel Santos, La batalla por la paz, criou um novo capítulo na contenda entre ele e seu antecessor, Álvaro Uribe Vélez, que o chamou de "mentiroso" e "contador de histórias".

A reportagem é publicada por El País, 26-03-2019. A tradução é do Cepat.

Em parte de seu livro, apresentado no fim de semana na Espanha, Santos revela detalhes de sua visita ao Vaticano, em dezembro de 2016, quando se encontrou com Uribe na presença do Papa Francisco.

Em sua versão, Santos dá detalhes de uma "campanha de desprestígio" que Uribe empreendeu no Vaticano contra seu governo e contra o processo de paz que estava ocorrendo com as FARC.

"Aproveitando uma visita que Uribe fez à Itália, em julho de 2016, na qual não desperdiçou o microfone para acusar meu governo de entregar o país às FARC, foram ao convento onde o ex-presidente (Uribe) falou longamente aos irmãos franciscanos" diz Santos em um parágrafo do livro.

Refere-se, segundo ele, a uma visita de Uribe ao Convento de São Francisco, em Assis, na qual o ex-presidente procurou convencer os franciscanos sobre suas posições contra o processo de paz, tentando fazer um pronunciamento a respeito deles. Isso teria sido "um grande golpe para sua credibilidade entre os milhões de católicos colombianos", diz ele.

Diante desta versão, Uribe comentou: "Santos conta mentiras até para interpretar minhas viagens: não falei com ninguém em Assis, além de uma visita que fiz com minha senhora".

E acrescentou em outra publicação: "Santos, em suas mentiras, inventa conversas com os frades. Nessa viagem a Roma, falei com o Secretário de Estado do Vaticano sobre a Venezuela e a nociva impunidade da Colômbia".

No mesmo capítulo do livro, Santos disse que os irmãos franciscanos foram "alarmados" diante da versão de Uribe e, portanto, chamaram o embaixador da Colômbia de então, Guillermo Leon Escobar (Q.E.P.D.), para dar a visão do governo sobre o assunto.

"Depois de ouvir as suas explicações, com ambas as posturas que tinham ouvido sobre a mesa, os religiosos deliberaram e tomaram uma decisão: conceder-me a ‘Lâmpada da Paz’. Deus sabe como faz suas coisas! ", conclui Santos.

Santos também relata como foi a reunião com Uribe e com o Papa Francisco, em 16 de dezembro de 2016. Disse que tinha um encontro com o Pontífice, e dois dias antes informaram que Uribe iria estar presente nela, e que se tinha alguma objeção a respeito.

"Me pareceu um pedido um pouco insólito, mas, por outro lado, considerei que não poderia recusar um pedido do Vaticano e que isso poderia servir, de repente, para acalmar as coisas com Uribe e diminuir o nível de polarização no país", diz ele.

Santos diz que quando iniciou a reunião, o Papa deu a palavra a Uribe, e este começou a fazer "uma exposição minuciosa e oportuna de todos os seus desentendimentos e críticas frente ao Acordo de Paz".

Segundo o livro, em meio às duras críticas de Uribe, o Pontífice olhou para Santos com uma expressão de desconcerto, "como se dissesse: 'Isso não funcionou'", e então cortou "abruptamente" a intervenção do líder do Centro Democrático, e terminou a reunião.

Essa ação do Papa também foi descrita como uma mentira por Uribe em sua conta no Twitter.

"Santos mente ao atribuir ao Santo Padre gestos de descortesia alheios a ele. Mas, eu é que sou tonto por esperar alguma verdade de Santos”, brincou.

Na sequência, o ex-presidente publicou outra brincadeira com uma fotografia da capa do jornal El Universal de Cartagena, que anunciava a nova música de Eddy Jay, uma champeta chamada 'Sabes mentir'.

"Canção oportuna: Sabes mentir, do cantor de champeta Eddy Jay", escreveu Uribe, em clara alusão a Santos.

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