Saúde Indígena. Os maus planos do governo

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Como viver o Advento em tempos de quarentena

    LER MAIS
  • Uma nova economia é possível!

    LER MAIS
  • Caixa do Carrefour: “Eu ficava das onze da manhã às três da tarde sentada e evitava tomar água, pra não ter que ir ao banheiro, porque não tinha quem ficasse no meu lugar”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


19 Fevereiro 2019

O pacote de mudanças em discussão para a saúde indígena tem tudo para piorar a oferta de serviços. Segundo a Folha, a equipe de Mandetta quer alterar o status da secretaria responsável pelo setor, e repassar parte do atendimento a estados e municípios. Hoje é a União quem responde por isso. A ideia é que, em locais onde os índios sejam considerados mais próximos das áreas urbanas, as prefeituras se responsabilizem pelos serviços. Onde o contato é considerado misto, seriam os estados. A União só ficaria com áreas tidas como mais distantes.

A informação é publicada por Outra Saúde, 19-02-2019.

Desde 2010, a política de saúde indígena é coordenada pela Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), por meio de espaços vinculados a 34 DSEIS (distritos sanitários indígenas). O ministro quer acabar com alguns DSEIS, questionando, por exemplo, a existência de um distrito no RJ. E, segundo apuração da Folha, a própria Sesai pode acabar e ser transformada em um departamento da Secretaria Nacional de Atenção Básica. Mandetta não confirma, mas definitivamente não desmente: "Hoje a Sesai só faz atenção básica. Se tem uma secretaria nacional de atenção básica, pode ser que essa secretaria consiga fazer a saúde indígena" (com isso tudo, é impossível não lembrar o tweet de Bolsonaro dizendo que "reintegrar os índios à sociedade os faz "sentir mais brasileiros").

Lideranças indígenas contam na matéria que essas populações já foram atendidas pelos municípios no passado, e não era nada bom. "Muitas lideranças políticas em municípios eram ligadas a latifundiários. Perdemos muita gente por desassistência”. Vale lembrar que Mandetta atuou com força na bancada ruralista enquanto deputado, alinhando-se totalmente aos interesses dos latifundiários.

Outros problemas apontados são a distância das unidades de saúde e a falta de trabalhadores para lidar com as especificidades dos indígenas. O subprocurador-geral da República Antônio Carlos Bigonha, que acompanha a área, é direto: "A saúde indígena existe não por um privilegio do indígena, mas por uma peculiaridade cultural que deve ser respeitada, além da questão das doenças que são diferenciadas. Parece que nem isso o ministério está observando muito. Em termos de saúde, o que o ministro propõe é um remédio que mata o paciente".

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Saúde Indígena. Os maus planos do governo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV