Além da resistência, projeto e utopia

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04 Janeiro 2019

Escrevo aqui para amigos próximos e virtuais. Não tenho intenção de alcançar quem nos olha, mesmo com muita ignorância (não saber), desilusão, ressentimento, como inimigos.

O artigo é de Celso Pinto Carias, doutor em teologia e professor na PUC-Rio. 

Queria responder a cada felicitação de ANO NOVO. Mas se tornou complicado para mim. Vi muita angústia. E não é para menos. De fato, teremos dias, meses, anos, difíceis pela frente. Em muitas mensagens estava: “2019 será resistência”. Sim, 2019, 2020, 2021, etc. Contudo, o que vêm além da RESISTÊNCIA? Resistiremos a que? Ao governo? As pessoas? Vamos aguardar para, no momento oportuno, ganhar eleições e voltar a ter esperança? Vamos continuar insistindo em acreditar em uma DEMOCRACIA REPRESENTATIVA que está a serviço do poder econômico?

Para mim o CAPITALISMO é diabólico. Cada dia estou mais convencido. A “RELIGIÃO” mais forte do planeta. Como Fênix, ele está sempre renascendo das cinzas. E a fase atual se apresenta tenebrosa. A crise é profunda. Por isso, sem dúvida, será necessário resistir aos ataques que vão fazer. Mas qual o PROJETO, de longo prazo, que temos para propor frente a tal crise? O Socialismo Real se demonstrou frágil. Cuba, talvez seja, com muitas limitações, uma experiência interessante, mas que não tem condições de ser replicada no conjunto das nações. Qual será na nossa UTOPIA?

Portanto, com um realismo esperançoso, como diria Suassuna, olhemos para frente. Procuremos novas possibilidades, plantemos sementes novamente, vamos ao encontro dos pobres onde eles estão, não por eles, mas com eles, e NUNCA SEM ELES. Os despossuídos são sempre vítimas. Como disse um teólogo que gosto muito: Jesus continua sendo crucificado.

Em busca de uma DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, buscando inspiração na lógica do BEM VIVER que resiste a cinco séculos de colonização na América Latina, indo além de um DESENVOLVIMENTISMO que já se demonstrou destruidor, sem nos deixar envolver pelo CONSUMISMO, mas construindo práticas coletivas que possam olhar para todo e qualquer rosto humano com COMPAIXÃO, e de mãos dadas, segurando cada um e cada uma fortemente, abraçados e abraçadas pela ALEGRIA de quem acredita, tendo fé ou não, que DEUS SE REVELA NO SER HUMANO, vamos construir um novo/velho projeto de sociedade. Vamos enxergar um novo lugar: UTOPIA. FELIZ SÉCULO 21.

(Obs.: Recomendo o livro de Alberto Acosta, O Bem Viver – uma oportunidade para imaginar outros mundos, Ed. Elefante. Também um artigo do mesmo autor, intitulado Projetando o futuro: ensinamentos do triunfo de Bolsonaro para as esquerdas latino-americanas [1], junto com Eduardo Gudynas, que faz uma análise, sob minha modesta opinião, muito verdadeira de nossa situação atual no Brasil). 

Nota:

[1] O artigo foi traduzido e publicado em português pela IHU On-Line em 20 de dezembro de 2018. 

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