Nove sinais da 'Guerra ao Natal' e como evitá-los

Revista ihu on-line

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

Mais Lidos

  • Livro analisa os teólogos, a virada ecumênica e o compromisso bíblico do Vaticano II

    LER MAIS
  • Adaptando-se a uma ''Igreja global'': um novo comentário internacional sobre o Vaticano II. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Desigualdade bate recorde no Brasil, mostra estudo da FGV

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

15 Dezembro 2018

"Tais decorações são agradáveis à noite, embora um pouco cafonas. Os gramados durante o dia parecem cemitérios de Natal, cobertos de coisas sem vida que lembram paraquedas usados. É como se um anjinho da morte atravessasse a noite e perpetrasse atos de vandalismo sem sentido, deixando vítimas de poliéster de uma Guerra ao Natal em seu rastro", escreve Mike Jordan Laskey, gerente sênior de comunicações da Conferência Jesuíta em Washington, D.C., em artigo publicado por National Catholic Reporter, 13-12-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Eis o texto.

Se você esteve nos subúrbios americanos durante as noites deste mês, deve ter percebido os enormes Papais Noéis infláveis, bonecos de neve, renas e outros personagens do Natal espalhados pelos gramados iluminados por luzes de LED.

Tais decorações são agradáveis à noite, embora um pouco cafonas. Os gramados durante o dia parecem cemitérios de Natal, cobertos de coisas sem vida que lembram paraquedas usados. É como se um anjinho da morte atravessasse a noite e perpetrasse atos de vandalismo sem sentido, deixando vítimas de poliéster de uma Guerra ao Natal em seu rastro.

Guerra ao Natal

Essa falsa controvérsia da TV a cabo já existe há tempo suficiente para se tornar uma paródia de si mesma. Mas não seja complacente. Há de fato uma Guerra ao Natal, embora de natureza um pouco diferente do que os comentaristas da Fox sugerem. A seguir observamos nove sinais e maneiras de resistir à isso:

1. Dizer "Feliz Natal" a estranhos com fria cordialidade ao invés de oferecer o real significado da frase

Eu não sei se a pessoa que me deseja um Feliz Natal na mercearia está cheia de alegria natalina ou apenas revelando do lado que está na batalha sobre "o que dizer a estranhos em dezembro". Apenas quem fala pode saber o que está em seu coração. Então, procure ter sentimentos sinceros. Eu sei que às vezes digo "Feliz Natal" por cordialidade em certas ocasiões. Isso definitivamente não é uma atitude correta para o espírito do Natal.

2. Uso de gás lacrimogêneo em asilos na fronteira entre México e Estados Unidos e a separação de famílias pela deportação

Jesus era uma criança pobre nascida numa caverna cercada por animais. Logo após seu nascimento, sua família se tornou refugiada ao deixar o Egito para evitar o rei Herodes. Quando tratamos imigrantes, refugiados e refugiados sem a dignidade merecida, falhando em ver o rosto de Cristo em seus rostos, estamos esquecendo quem somos e quem é Deus. Nosso fracasso em tratar melhor os migrantes é o maior crime de todos na Guerra ao Natal.

3. Materialismo desenfreado e comercialização

Jamais esquecerei os presentes de Natal que minhas jovens sobrinhas se animaram em receber no ano passado: guarda-chuva. Elas moram no sul da Califórnia, onde nunca chove. Seus pais cultivaram um senso de simplicidade e gratidão em sua casa que os ajudou a preservar o real significado do Natal. Foi desafiador e ao mesmo tempo gratificante. Será que eu conseguiria substituir minha lista de Natal ou as das minhas filhas por um único item de cinco dólares?

4. A nostalgia desenfreada e a pressão indevida que é depositada no feriado

O Natal é o dia mais nostálgico do ano. Não desista. Você vai ficar desapontado. Eu sinto isso assim como um pai relativamente novo e inexperiente. Eu quero dar às nossas filhas o melhor Natal, porque é disso que eu me lembro quando era pequeno, mas nunca vou corresponder às expectativas. Esta tentação está intimamente ligada ao próximo item.

5. A falta de gentileza consigo mesmo e com seus entes queridos

Quando eu, sem dúvida, não conseguir corresponder às expectativas de fazer o melhor Natal do mundo para minha família, vou me cobrar. Ou, se houver momentos de tensão com minha esposa, ficarei bravo por não conseguir que cada segundo do Natal seja maravilhoso. Seja gentil consigo mesmo e com as pessoas mais próximas a você. Natal pode ser estressante. Você pode muito bem explodir com alguém e, se fizer isso, peça desculpas, faça consigo mesmo, e siga em frente. Perdoe as explosões direcionadas a você com a mesma generosidade.

6. Reclamar sobre a época de Natal começar cedo demais.

Eu sou culpado por isso mais do que tudo. Eu me enfureço com as exibições de Natal nas lojas em outubro e resisto a ouvir música natalina durante o Advento. A visão cínica para isso é de que as corporações querem ganhar mais dinheiro vendendo produtos para nós. Isso é definitivamente verdade. Mas também pode ser verdade que em parte da longa temporada de Natal, as pessoas anseiam por paz, por alegria e por relacionamentos melhores. Se uma época de Natal prolongada e liturgicamente incorreta pode ajudar até mesmo algumas pessoas a se aproximarem de Deus e do próximo, quem sou eu para julgar?

7. Reclamar por estar ocupado demais.

Se você estiver tentado a dizer "Estou ocupado!" sempre que alguém te pergunta como você está, existem duas opções mais comuns: deixe de lado festas ou compras que você não precisa fazer e fique menos ocupado. Se você não puder deixar de fazer certas tarefas, encontre algum espaço para contemplação dentro do que estiver fazendo. Eu recomendo Pray As You Go (pode ser encontrado aqui), um podcast diário de oração que você pode usar em seus fones de ouvido enquanto anda por aí.

8. Reclamar de pessoas que só vão à missa duas vezes por ano, superlotando a Igreja na véspera de Natal

A maioria desses frequentadores de Igreja estará de volta no dia 1º de janeiro, 1º de março ou 1º de agosto? Não, provavelmente não. Mas dê à graça da Eucaristia o benefício da dúvida. Não deixe que sua queixa seja a coisa faça as pessoas procurarem outro lugar para se sentar.

9. Planejar retirar as decorações de Natal no dia 26 de dezembro

A Igreja Católica sabe como festejar. Dependendo a quem você pergunta, a temporada de Natal se estende até pelo menos 13 de janeiro, e talvez até o dia 2 de fevereiro. Todo mundo sabe que é um momento difícil e doloroso para a Igreja nos dias de hoje. Então não saia do clima de Natal. Mantenha as luzes acesas. Deixe as folhas das árvores ficarem acastanhadas e caírem. Cante canções depois que o rádio já tiver parado de tocar. Comemore a encarnação do Senhor e o nascimento de Deus por mais tempo possível. O verdadeiro movimento contracultural não é dizer "Feliz Natal" ao invés de desejar "Boas Festas", e sim continuar comemorando o Natal em 2019.

Não importa o que um apresentador de TV a cabo diga, esses nove tópicos estão entre as maiores ameaças ao verdadeiro significado do Natal. Resista. Melhor ainda, faça o oposto e ore por nossa celebração da vinda de Cristo para curar a nós e ao mundo inteiro.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Nove sinais da 'Guerra ao Natal' e como evitá-los - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV