Nicarágua. “Formou-se um muro que nos separa”. Entrevista com o cardeal Leopoldo Brenes

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27 Outubro 2018

Quando o Papa Francisco o fez cardeal, em janeiro de 2014, a Nicarágua registrava o mais alto índice de crescimento da América Latina e Daniel Ortega transitava mais ou menos de maneira feliz a metade de seu segundo mandato, conjecturando uma terceira reeleição. Que posteriormente impôs. Leopoldo Brenes, eleito pelo Papa latino-americano para receber a púrpura, sem dúvida, não imaginava que quatro anos depois se tornaria o nó de uma crise dramática que levou o país centro-americano à beira do abismo. Não podia imaginar o abalo sísmico do dia 19 de abril, os milhares de jovens nas ruas, as barricadas, os mortos, as agressões contra igrejas, bispos e sacerdotes. Até contra ele mesmo, cardeal da Santa Igreja Romana, foi vítima junto com seu auxiliar José Silvio Báez e o núncio apostólico Stanislaw Sommertag, na Basílica de São Sebastião, da cidade de Diriamba, a 41 km da capital. Leopoldo José Brenes Solózano, sem dúvida, não podia prever que dele dependeriam tantas coisas.

A entrevista é de Alver Metalli, publicada por Vatican Insider, 26-10-2018. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Como pacificar um país à beira de uma nova guerra civil, após as duas que já viveu, contra Somoza nos anos 1980 e os “contras” nos anos 1990?

É um país que hoje atravessa uma situação de enfrentamento declarado, com um povo verdadeiramente dividido, dividido em suas raízes. Conheço famílias de quatro pessoas onde duas delas estão a favor do governo e duas se opõem. Nossos próprios movimentos, nossas associações na Igreja, nossos grupos e realidades pastorais, estão divididos. Hoje, formou-se na Nicarágua um muro que nos separa. Pouco tempo atrás nosso país era mais seguro que outros da América Central. Hoje, já no cair da tarde começa a diminuir rapidamente a quantidade de pessoas nas ruas. Mercados e centros comerciais se esvaziam, as pessoas se fecham em suas casas. Hoje, nosso país é completamente diferente do que era seis meses atrás. Nós, bispos, dissemos: depois de abril nosso país é outro.

Os argentinos usam a palavra “grieta” para se referir à fratura histórica que desde sempre divide a sociedade, uma espécie de maldição da qual não conseguem se livrar...

É o mesmo para nós, e como bispos nos dói enormemente esta situação, porque as pessoas estão preocupadas, preocupadas pela divisão, pelo enfrentamento... Estas tensões me causam dor, sobretudo quando as vejo serpentear entre meus agentes pastorais ou entre os amigos. Causam-me dor como padre, como pastor, como amigo e como irmão mais velho na fé. Com toda sinceridade, devo confessar que às vezes não me deixam dormir, acordo no meio da noite pensando nas tensões que existem, entre duas responsabilidades de uma atividade pastoral que deveriam seguir unidas.

A propósito dos argentinos e do Papa, quando foi a última vez que esteve com ele?

Tive a alegria de me encontrar com ele na tarde do sábado, 30 de junho. Pouco antes, em um Regina Coeli do tempo da Páscoa, havia manifestado ao mundo sua preocupação com a Nicarágua e havia assegurado sua proximidade com a Conferência Episcopal e seu apoio ao diálogo como caminho para encontrar uma solução às tensões que nos separam.

Descreveu a ele a situação como está fazendo agora?

Mantivemos um diálogo amplo, e notei que conhecia bem a situação. Os bispos éramos um dos elementos que ele já tinha. Acredito que o fato de ser um Papa de origem latino-americana faz com que conheça nosso país, mesmo que nunca esteve na Nicarágua. No diálogo de mais de uma hora que tive com ele, vi que estava muito preocupado com a situação do país.

O que lhe disse?

Que não nos distanciássemos do caminho do diálogo. Ele considera que é a única via de saída. Percebi que fala constantemente de diálogo. Inclusive, há poucos dias, o escutei falar na abertura do Sínodo dos jovens. Nesse discurso, insistiu várias vezes na necessidade do diálogo para poder avançar, convidou os jovens a ser pessoas de diálogo. Para ele, o próprio sínodo é um exercício de diálogo entre os que participam.

E o senhor acredita no diálogo?

Absolutamente sim, eu acredito no diálogo. Minha família me formou nesta convicção. Graças a Deus tenho uma família que não é violenta, nunca ergue a voz, em família nunca gritamos. Quando eu era criança jogava muito beisebol. Minha casa ficava exatamente diante da praça onde nós, jovens, nos juntávamos para jogar. Quando meu pai vinha me chamar, não gritava, assobiava. Para mim era suficiente, deixava meus companheiros e ia com ele, que sempre me esperava com um abraço.

O cardeal Leopoldo Brenes - seus amigos o chamavam “Polito” e assim o chamam até hoje - é o mais velho de quatro irmãos, dois homens e duas mulheres. O senhor Leopoldo Brenes Flores, o pai, era camponês – recorda que voltava do trabalho no campo para casa a cavalo, e quando eram crianças o acompanhavam no último trecho, um irmão sentado na frente e o outro atrás dele sobre o cavalo. Sua mãe, dona Lilliam Sólorzano Aguirre, era costureira e tinha lhe ensinado a usar a máquina de costurar, para que lhe ajudasse com os trabalhos urgentes quando ela estava doente.

Brenes ainda vive com a sua mãe em um bairro popular de Manágua. Toca bem violão e escreve canções. Conta que compôs várias para sua mãe e que, às vezes, ela lhe pede que volte a cantá-las. “Mas, eu já não me recordo delas, embora em algum lugar tenho um caderno com as letras. Ela foi mais previdente, porque uma vez as gravou em um disco para tê-las de recordação”. É a “pastoral do carinho”. Disse que a aprendeu, quando era um jovem sacerdote recém-ordenado, acompanhando e auxiliando outro sacerdote, um “homem de Deus” com quem esteve durante um tempo, como nos dias da famosa entrada dos guerrilheiros sandinistas na cidade de Jinotepe.

“Ele desempenhava toda uma pastoral que eu chamo do carinho, da proximidade com as pessoas”. Brenes disse que ele vê essa mesma sensibilidade no Papa Francisco. “Uma de suas características é essa proximidade com as pessoas, e não resta dúvida de que ele também coloca em prática a pastoral do carinho”.

Estava dizendo que a sua disposição para o diálogo, para a busca de um entendimento, inclusive quando a situação parece desesperadora, vem de sua família...

Sim. Com meus três irmãos, sempre discutíamos os problemas entre nós. E continuamos fazendo isso. Sentamos juntos, colocamos os problemas sobre a mesa, isto não vai bem, este outro ponto seria necessário ponderar assim; falamos, debatemos, tomamos decisões. Ao menos três vezes por semana, nós nos reunimos à tarde com minhas duas irmãs – meu outro irmão vive no México – e conversamos...

O senhor tem 69 anos, três a menos que Daniel Ortega. Quando ele estava se assentando como líder do movimento revolucionário sandinista, o que o senhor fazia?

Era um jovem sacerdote. Vivi como todos o processo revolucionário que conduziu à queda de Somoza. Com o triunfo da Frente sandinista, em 1979, houve muita esperança, eu a tinha. Em muitas de nossas igrejas, haviam se refugiado jovens simpatizantes da Frente Sandinista. E nossos sacerdotes os protegiam.

O senhor também?

Em duas de minhas comunidades, tive que vestir jovens simpatizantes sandinistas de acólitos, porque a Guarda Nacional estava na porta e não puderam escapar. Outros carreguei em minha perua. E isso muitos de nós, sacerdotes, fizemos.

Estes dias de fins de outubro são de relativa calma na Nicarágua, continua havendo repressão de diversas formas, demissões dos postos de trabalho para aqueles que participaram dos protestos ou se expuseram de alguma maneira, algumas prisões, mas não há enfrentamentos, nem morte nas ruas. É uma calma aparente. Todos estão convencidos disso, até o governo e suas bases militares, que patrulham as vias e as praças para que não voltem a se tornar enclaves de novos protestos populares. O rio da revolta pode voltar à superfície. A opinião mais difundida é que o vulcão, cedo ou tarde, voltará a cuspir lava incandescente.

O senhor consegue imaginar como será a Nicarágua em novembro de 2021, quando ocorrerem as eleições presidenciais e legislativas?

Nosso desejo é que o clamor do povo da Nicarágua, que almeja eleições transparentes e limpas, seja escutado. Como homens de esperança, almejamos que essa esperança possa se ver realizada. Se não for assim, cairemos no precipício que temos à frente, com uma comunidade que já não poderá viver em paz.

Não está muito distante 2021?

Pedimos eleições antecipadas e isso seria o melhor.

Quais deveriam ser, em sua opinião, as mudanças de fundo necessárias para pacificar o país?

Em primeiro lugar, que possa crescer uma cultura de paz. Todos falam de paz, mas muitos usam a palavra a partir de uma visão subjetiva que oculta interesses pessoais. Necessitamos entrar em uma cultura de paz e em uma cultura de diálogo, necessitamos de uma cura do coração. Há muito ódio, muito rancor, necessitamos nos reconciliar entre os nicaraguenses, independentemente da diversidade de opiniões de cada um, das crenças que cada um possa ter. Depois, vejo extremamente necessária a confluência de quatro elementos: escutar, depois discernir, refletir e atuar. Estes quatro elementos importantes devem estar presentes em nossa vida, caso contrário não seria uma existência reta. Em uma de suas tantas homilias, o Papa Francisco dizia que é difícil nos escutar verdadeiramente. Inicialmente, parece que estamos fazendo isso, mas depois saltamos para a resposta à outra pessoa, a tomamos por assalto. Em uma oportunidade, o Papa traçou um itinerário com três palavras que parecem pensadas para os nicaraguenses: escutar, falar, fazer.

Retornemos, então, ao diálogo do que estávamos falando.

Sim. Eu o escutei muito bem alinhado no discurso aos jovens no Sínodo. O Papa disse que, para que haja diálogo, é preciso estar disposto a mudar a própria opinião, após ter escutado os outros. Sugeriu aos padres sinodais e aos jovens que modificassem a intervenção que tinham preparado, após escutarem os que falaram antes deles. Pediu para que se sentissem livres para acolher e compreender os outros e, como consequência, mudar as convicções e as posições já tomadas; que isso não é um sinal de indecisão, mas de grande maturidade humana e espiritual.

Os Papas do cardeal Leopoldo Brenes são três. João Paulo II, o primeiro, ele o viu pela primeira vez no dia 8 de dezembro de 1981, na Praça da Espanha, em Roma, recém-chegado da Nicarágua para estudar, enviado por seu querido mentor, o arcebispo de Manágua Miguel Obando y Bravo. “Era a primeira vez e recordo que fiquei impressionado quando vi sua devoção à Virgem, que o fazia tão próximo de nós, os nicaraguenses”.

Recorda com carinho do Papa Bento, antes de ter sido Papa. “Eu o admirava em primeiro lugar como teólogo. Ratzinger, o grande Ratzinger da Igreja! O grande teólogo! Em nossos programas de estudo, tínhamos que ler muitos de seus livros”. Às vezes, ele o aguardava no breve trajeto de seu escritório, no palácio da Congregação para a Doutrina da Fé, até sua casa na Praça Leonina, para o cumprimentar. “Contudo, o mais bonito aconteceu no consistório, no qual quis estar presente já sendo emérito. Eu o cumprimentei e me apresentei como arcebispo de Manágua, mas não era necessário. Recordava-se que havia colocado o pálio em mim, em 2005. E então eu recordei que naquele momento havia lhe pedido que rezasse por mim, porque sentia que era muito difícil substituir a um homem como o cardeal Obando, que havia sido pastor da Igreja na Nicarágua durante 35 anos. Quando estava colocando o pálio em mim, animou-me: ‘Não fique preocupado – disse rindo –, comigo está acontecendo o mesmo’. Era o sucessor de um grande Papa, que reinou durante 25 anos e tanto teve a ver com a Nicarágua: João Paulo II”.

Por outro lado, sua relação com o Papa Francisco remonta a 2005, quando na cidade de Bogotá estava sendo preparada a V Conferência Geral do Episcopado, que ocorreria dois anos depois em Aparecida, Brasil, e na qual Bergoglio foi protagonista.

Leopoldo Brenes recorda que Bento XVI o nomeou membro da Comissão para América Latina em outubro de 2009. “Um grupo de arcebispos estávamos de um lado da mesa de trabalho e ele (Bergoglio) estava no grupo dos cardeais, do outro lado. Coube a mim sentar diante dele e tivemos a oportunidade de compartilhar muitos momentos, de compartilhar reflexões... Não me esqueço que fiz uma pergunta: quantos de nós tínhamos aprendido a fazer o sinal da cruz e a rezar com nossa primeira catequista, nossa avó. E ele foi um dos primeiros que levantou a mão... Percebi que estávamos em sintonia”.

Recentemente, Brenes contou a seu biógrafo, Adolfo Miranda Sáenz, que havia batido duas fotos de Bergoglio durante os trabalhos em Aparecida. “Em uma estava atrás do púlpito, fazendo sua intervenção, e na outra foi quando apresentou o documento, porque coube a ele a tarefa de coordenar o documento final”. Acrescenta com sinceridade que nunca pensou que chegaria a ser papa, “ainda que o Papa Bento, quando se despediu dos cardeais, disse: ‘entre vocês está o meu sucessor’. Não foi uma questão de profecia, porque certamente Bento viu a realidade e soube que dali tinha que sair seu sucessor. Depois, o Senhor chamou o Papa Francisco...”.

Brenes considera, assim como o Papa Francisco, que a grande tentação dos governantes – ainda que não só deles – é o poder.

Por que um ideal de transformação social, de justiça e de libertação, que era encarnado pela revolução sandinista, se corrompe com o tempo?

Eu acredito que o poder adoece. Temos que ser homens do Espírito, para poder dizer, em determinado momento, “me retiro”, “aqui deixo”, “fico de lado”. É a grande tentação que nós, seres humanos, temos. O poder é como uma droga que cria dependência.

Acredita que há algum antídoto para a corrupção do poder (ou de um poderoso)?

Entendê-lo como um serviço. Se não concebemos o poder como um serviço, mesmo que não queiramos, mesmo que não seja nossa intenção, ocorre. Como dizemos na América Latina, com Chespirito [um personagem muito popular da televisão mexicana, N. d. A.]: sem querer querendo. Nunca me esqueço quando um jovem seminarista, recém-ordenado diácono, foi festejar em sua paróquia. Ali disse: “Agora posso, tenho poder”. As pessoas o reprovaram e lhe responderam: “Não, não, não! O que você tem agora é a graça de ser um servidor”.

O senhor acredita que se não há espírito de serviço, um processo de libertação pode acabar sendo o contrário.

Exatamente.

Que conselho daria ao presidente Daniel Ortega hoje, neste momento, nestas circunstâncias? Não digo em confissão, mas se tivesse um momento de intimidade com ele, o que lhe diria?

Que escute, que escute a seu povo, ao povo que ele deve servir. Que considere o que lhe reivindica. Que discirna bem. Que depois tome uma decisão que beneficie o povo. Que no dia de amanhã o povo lhe agradeça, porque tomou uma decisão não apenas em benefício de seus partidários, mas de todo o povo da Nicarágua.

Existe o risco de que haja um “Romero da Nicarágua”, assim como houve um em El Salvador?

É difícil. Os santos são irrepetíveis.

Por quê?

Dom Romero é um homem para este momento da história. Romero, de uma maneira ou outra, tem uma grande influência em toda a área centro-americana. Ele pertenceu ao episcopado da América Central. Nós temos o SEDAC [Secretariado Episcopal da América Central e Panamá, N. d. A] que reúne todos os bispos da América Central, e todos nós apoiamos o processo de beatificação primeiro e o de canonização depois, que foi concluído agora com a celebração do segundo domingo de outubro, em Roma.

E todos também apoiam o pedido de que o Papa venha à América Central...

Todos, sem exceção! Não que venha em todos os países, que fique claro. Eu como presidente do SEDAC assinei a carta com a qual convidamos o Papa Bento XVI a nos visitar. Quando renunciou, enviamos a mesma carta ao Papa Francisco. Acrescentando que ele era completamente livre para decidir os países ou o país onde queria ficar. E que nós, bispos da América Central, nos reuniríamos no país que escolhesse, com a mesma alegria que se tivesse sido o nosso. Levou-nos a sério e escolheu o Panamá para a Jornada Mundial da Juventude, e ali iremos todos em janeiro do ano que vem.

Não poderia também escolher a Nicarágua?

Não perco as esperanças de que o Papa Francisco venha. Um dia, brincando, e sabendo que tem o costume de permanecer em um só país, disse-lhe: “Olhe, a Nicarágua está a meia hora de avião da Costa Rica, meia hora de El Salvador e meia hora de Honduras. O senhor pode aterrissar no primeiro dia na Guatemala e à tarde vir para a Nicarágua. Na manhã seguinte, ir ao Panamá e voltar à noite para a Nicarágua”. Praticamente, organizei sua programação.

Logo o verá?

Em fevereiro.

O senhor foi ameaçado?

Não.

Está preocupado com a sua segurança?

Como disse o Papa Francisco, “quando tem que chegar, chega”. Estamos nas mãos de Deus.

O que lhe dá forças?

A oração e o carinho das pessoas. E o Espírito Santo que nos protege com seu manto e sabe o que tem que fazer. Acrescento algo muito pessoal, muito íntimo: a oração de minha mãe. Todas as vezes que eu saio, mesmo que esteja dormindo, me escuta, acorda e me faz o sinal da cruz, sempre, e pede à Virgem que me proteja de todos os perigos. Isso me dá segurança.

O Papa, quando sai de viagem, sempre passa pela Basílica de Santa Maria Maior para rezar à Virgem e lhe deixar um ramalhete de flores.

Eu vou ao quarto de minha mãe e ela me faz o sinal da cruz. E não lhe dou flores, mas um beijo.

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