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26 Outubro 2018

No documento final da assembleia do Sínodo sobre os jovens, espera-se que os bispos ofereçam um olhar equilibrado sobre as novas tecnologias.

A reportagem é de Gauthier Vaillant, publicada em La Croix International, 25-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Como esperado em qualquer reflexão contemporânea sobre a juventude, seja na Igreja ou em outro lugar, a questão das novas tecnologias, da internet e das redes sociais foi um tema importante de discussão na assembleia do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” deste ano.

Muitos dos Padres sinodais emitiram declarações entusiasmadas e testemunhos poderosos, como Dom David Bartimej Tencer, bispo de Reykjavik, na Islândia, que explicou que usa videoconferências para dar aulas de catequese na sua extensa diocese.

Outro Padre sinodal chegou até a pedir a criação de um “escritório especial para a pastoral e a missão digitais” no Vaticano.

Bispos online

Embora os jovens tenham sido amplamente reconhecidos como as pessoas mais qualificadas no campo digital, a forma dinâmica com que alguns dos próprios bispos usam as redes sociais fez com que eles se destacassem.

A esse respeito, Dom Peter Comensoli, arcebispo de Melbourne, na Austrália, imediatamente vem à mente. Ele publicou o texto de sua apresentação na internet, via Twitter. Ele também postou uma foto do papa fazendo uma visita improvisada ao seu grupo de trabalho.

Também não devemos nos esquecer de Dom Emmanuel Gobilliard, bispo auxiliar de Lyon, que fez entrevistas em vídeo com outras pessoas que participavam da assembleia do Sínodo, incluindo uma com o Papa Francisco.

Outros foram ainda mais longe, como Dom Robert Barron, bispo auxiliar de Los Angeles, Estados Unidos.

Hiperativo nas mídias sociais, especialmente no Facebook, ele aproveitou a oportunidade oferecida pelo encontro do Sínodo para lançar e promover uma plataforma online de evangelização, “Word on Fire”. Esse projeto aparentemente tem recursos consideráveis, já que o bispo foi a Roma com a sua própria equipe de gravação e de produção de vídeo.

Estaria tudo isso indo longe demais? De todos os modos, outras vozes no Sínodo recordaram que havia limites para as atividades digitais, enquanto muitos dos Padres sinodais destacaram o risco do vício.

Falando sobre a presença da Igreja na internet em uma coletiva de imprensa, o padre Alois, prior de Taizé e um dos peritos desta assembleia sinodal, afirmou: “Isso é muito importante, mas não é suficiente. Precisamos falar uma linguagem do coração, dos nossos corações e temos que falar aos corações dos outros. É muito mais do que simplesmente uma questão de técnicas de comunicação”.

Os próprios jovens, na declaração final do encontro pré-sinodal de março, referiram-se às limitações e aos riscos de uma vida “hiperconectada”.

“As relações online podem se tornar desumanas”, escreveram. “Os espaços digitais nos deixam cegos para a fragilidade do outro e impedem um olhar profundo.”

Uma preocupação ocidental?

Além disso, dentro do contexto de um Sínodo universal, também é preciso notar que a questão da presença da Igreja no “continente digital” é, acima de tudo, uma preocupação de países que estão muito conectados.

Em muitas partes do mundo, é a própria questão do acesso à internet e às novas tecnologias que está sendo levantada, muito antes de saber se elas estão sendo usadas para a evangelização. Uma das auditoras jovens presentes nas sessões do Sínodo, Henriette Camara, da Guiné, destacou esse ponto.

A esse respeito, um mapeamento do uso da hashtag #Synod2018 nas redes sociais, publicado na conta do Instagram do Sínodo dos bispos, fala por si mesmo: as áreas menos coloridas no mapa, particularmente a África, são precisamente aquelas habitualmente apresentadas como “criadouros” de jovens cristãos.

No documento final da assembleia sinodal, espera-se que os bispos ofereçam um olhar equilibrado sobre essas questões, reafirmando a importância de uma presença católica na internet, mas também lembrando a necessidade de apoiar os jovens em suas atividades online.

Ao fazer isso, eles responderiam a um pedido direto da reunião pré-sinodal dos jovens, que claramente e com toda a sinceridade exigiram essa formação. Em particular, espera-se que os bispos concedam aos jovens o papel principal na presença cristã na internet.

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