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24 Outubro 2018

Estrutura com 55 km de comprimento começou a ser construída em 2009 e custou cerca de US$ 15 bilhões; obra foi marcada por numerosos atrasos, superfaturamento, casos de corrupção e até morte de operários.

A informação é publicada por O Estado de S. Paulo, 23-10-2018.

O presidente da China, Xi Jinping, inaugurou nesta terça-feira, 23, a maior ponte marítima do mundo, uma gigantesca construção que liga Hong Kong, Macau e a China continental, em um momento no qual Pequim aumenta seu domínio sobre a antiga colônia britânica.

A enorme estrutura, de 55 km de comprimento e que custou cerca de US$ 15 bilhões, inclui a ponte sobre o delta do Rio das Pérolas e um túnel submarino. A construção permite ligar, graças a ilhas artificiais e gigantescas estruturas rodoviárias, a Ilha de Lantau, em Hong Kong, à antiga colônia portuguesa de Macau, a oeste, e à cidade de Zhuhai, na Província de Cantão.

A ponte será aberta ao tráfego oficialmente na quarta-feira. "Declaro oficialmente inaugurada a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau", disse o presidente chinês em uma breve declaração durante a cerimônia na cidade de Zhuhai.

A obra faraônica, que começou em 2009, foi marcada por numerosos atrasos, superfaturamento, casos de corrupção e morte de operários. Para as autoridades, a ponte promoverá intercâmbios comerciais, unindo de forma espetacular as duas margens do estreito.

Em Hong Kong, no entanto, os detratores do projeto consideram que é mais uma tentativa de Pequim de aumentar sua influência nesta ex-colônia britânica, que em tese possui uma ampla autonomia em virtude do princípio "um país, dois sistemas", decidido durante a devolução à China em 1997.

A nova estrutura faz parte do projeto do governo chinês conhecido como a "Grande Baía" (Greater Bay Area), que prevê a integração das duas "regiões administrativas especiais" de Hong Kong e Macau em uma enorme urbe de 75 milhões de habitantes, que incluirá ainda nove cidades da Província de Cantão, a mais dinâmica da China, entre elas sua capital homônima e Shenzhen.

Outro elemento-chave deste projeto global é a nova linha de trem de alta velocidade entre Cantão e Hong Kong, inaugurada em setembro. Os críticos desta conexão ferroviária a consideram um "cavalo de Troia" de Pequim em Hong Kong, pois incluiu a construção de uma nova estação no centro da ex-colônia britânica, vigiada por agentes de segurança chineses. É a primeira vez desde a devolução de Hong Kong ao gigante asiático que as leis da China são aplicadas em uma área do território semiautônomo.

Números e curiosidades

A ponte tem capacidade para resistir a um terremoto de 8 graus de magnitude e utilizou mais de um milhão de metros cúbicos de cimento em sua construção, além de 420 mil toneladas de aço - quantidade que permitiria fabricar 60 réplicas da Torre Eiffel.

Ela foi pensada para durar 120 anos e suportar rajadas de vento de até 340 km/h, em uma região onde os tufões são frequentes. A estrutura ondula para não perturbar o tráfego marítimo, muito intenso na região, que tem alguns dos portos mais movimentados do planeta.

O principal trecho da ponte tem 29,6 km, com três partes elevadas para permitir a passagem de barcos. Após uma determinada parte, a estrada entra em um túnel de 6,7 km, com entrada e saída em ilhas artificiais.

Desde 2011, nove operários morreram nas obras, segundo as autoridades de Hong Kong. Além disso, três técnicos foram detidos por falsificação dos testes de resistência do cimento utilizado na construção.

Várias associações ecológicas denunciaram o impacto da obra para os golfinhos brancos, uma espécie muito ameaçada.

Restrições

O principal trecho da ponte está sob a soberania chinesa e os motoristas de Hong Kong devem "submeter-se às leis e às normas do continente", anunciou o Departamento de Transportes da cidade.

Para poder circular pela ponte, os motoristas de Hong Kong também precisarão de uma autorização, cuja aprovação depende de critérios muito específicos, como o fato de ocupar determinados postos oficiais na China ou ter feito doações a organizações de caridade em Cantão.

A maioria dos passageiros passará pela ponte a bordo de ônibus com autorização oficial. De acordo com a imprensa de Hong Kong, há câmeras especiais para detectar os possíveis bocejos dos motoristas dos ônibus e sua frequência.

Muitos internautas de Hong Kong criticaram as restrições de uso a uma construção financiada em grande parte pelo território semiautônomo.

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