Um mundo de desigualdade. Relatório da ONU sobre o desenvolvimento humano

Crianças no Níger | Foto: Sapo.pt

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21 Setembro 2018

Uma criança que nasce hoje na Noruega provavelmente terá boas probabilidades de viver mais de 82 anos e estudar por 18 anos. Uma criança que nasce no Níger tem muito pouca chance de viver até os 60 anos e frequentar a escola por pelo menos cinco anos. Estas são as diferenças abismais entre o norte e o sul do mundo, descritas pelo último Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, que leva em consideração o estado de saúde, a escolaridade e a renda dos cidadãos de 189 países.

A reportagem é publicada por L'Osservatore Romano, 20 a 21-09-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A Noruega está no topo da lista de bem-estar, seguida pela Suíça, Austrália, Irlanda e Alemanha. Nos últimos lugares estão o Níger, a República Centro-Africana, o Sudão do Sul, o Chade e o Burundi. Os países que em comparação com os demais melhoraram o desenvolvimento humano são a Irlanda, que ganhou treze posições entre 2012 e 2017, seguida pela Turquia, República Dominicana e Botsuana.

Por outro lado, registra-se uma forte regressão quanto à situação dos países em guerra e, dessa forma, a Síria perdeu 27 posições, a Líbia (26) e o Iêmen (20). Isso mostra, segundo o relatório da ONU, que "as desigualdades resistem no mundo" e, entre todas, a principal causa de desigualdade que resiste é a de gênero. O nível de desenvolvimento das mulheres em muitos países é inferior de seis por cento àquele dos homens, em relação à renda e à educação.

A taxa de emprego das mulheres, em nível mundial, é de 49% em comparação com os 75% dos homens.

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