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19 Setembro 2018

Rodrigo Elias

 

A carne mais barata do mercado é a carne preta.

 

Silvio Pedrosa

A conexão traçada pela Suzane Jardim é perfeita mesmo: o homem que a polícia militar fluminense matou ontem no Chapéu Mangueira, Rodrigo Alexandre da Silva Serrano, estava usando um canguru, acessório para carregar filhos (que os policiais afirmam terem confundido com um colete à prova de balas...). Um dia depois do General Mourão declarar que famílias sem pais são "fábricas de desajustados", a política de guerra defendida pela chapa de Bolsonaro, em que o general é candidato a vice-presidente, produziu mais uma família sem pai. Se você é eleitor do Boslonaro aqui e me lê, procure a notícia e pense na contradição. Vamos produzir famílias sem pai como política de estado pra justificar ainda mais essa política de estado? Não é perverso demais matar os pais pra condenar os filhos à morte? A guerra existe e é um problema real, mas Bolsonaro não tem as soluções. Pelo contrário, ele só tem gasolina pra jogar no fogo.

 

Caio Almendra

Sério, gente, depois dessa pesquisa, por que vocês estão comemorando? Sério que a alta de um candidato compensa o cenário desolador do segundo turno?

Essa síndrome de Breno Altman de preferir o crescimento do seu candidato à derrubada da candidatura de extrema-direita está foda...

 

Adriano Pilatti

Pode-se acusa-los de tudo, menos de falta de sinceridade. E estão determinados a passar das palavras aos atos. Ninguém poderá dizer que não sabia.

O número dos que concordam e se identificam com sua retórica asquerosa surpreende até os mais pessimistas. Com os que pretendem votar neles por outros motivos ainda se pode tentar algum diálogo - a um custo elevado em tempo, paciência e energia.

Mas há um ponto de inflexão possível: dia 29. Que a força esteja com elas. A força de todo(a)s nós.

 

Carlos Roberto Winckler

Essas marcas apoiam "o coiso". Não se esqueça quando for (nunca mais) comprar....

1. Tecnisa
2. Havan
3. Artefacto
4. Riachuelo
5. Centauro
6. Localiza
7. Smart fit
8. Americanas
9. Habibs

“Quando você apoia alguém que diz que mulheres devem ganhar menos porque engravidam, ou que diz que filho gay é falta de porrada, ou que não corre risco de ter uma nora negra porque os filhos foram bem educados, que afirma que não aceitaria ser operado por um médico cotista, que diz que o erro da ditadura foi torturar ao invés de matar, quando você concorda com alguém que apoia o assassinato de outras pessoas, independente de quem essas pessoas sejam, então a nossa divergência não é política. A nossa divergência é moral.”

#EleNao #EleNunca

*COLE O TEXTO ACIMA NO SEU FACEBOOK, NÃO CITE O NOME DELE !*

 

Cid Benjamin

 

Sem mais palavras

 

Gustavo Gindre

Dar o indulto político ao Lula e passar batido sobre os absurdos de nosso sistema prisional (gente presa há anos sem julgamento, gente presa com penas vencidas, etc, etc) seria um escárnio.

 

Silvio Pedrosa

Um post pra estender a mão aos ciristas: queria elogiar a postura da maioria dos ciristas que eu conheço por aqui, por não terem se rendido ao baixo nível e à agressividade do petismo. Vários ciristas curtem, comentam e compartilham posts sem chantagem, sem reafirmar estereótipos e fazem um debate legal. Continuo discordando do programa de Ciro e considerando abominável sua candidata a vice-presidência. Mas, no geral, os companheiros fazem boa política e isso merece ser ressaltado.

 

Silvio Pedrosa

É a primeira eleição que acompanho em que há uma organização para atacar os eleitores de um candidato e não o candidato. Não tem como não dar errado isso.

 

Gustavo Gindre

Deu tilt aqui.

Normalmente eu ficaria triste com a absolvição do Renan Calheiros no STF porque ele é um picareta contumaz.

Mas ele é um aliado, então eu deveria ficar feliz.

Mas isso é a prova de que só o PT é punido, então eu deveria voltar a ficar triste.

Aí me confundi todo...

 

Fernando Haas

Ainda bem que há o general inominável para dizer muita besteira e ajudar a derrubar o outro inominável, que também expele todo tipo de (...) pela boca! Quem sabe dê para salvar este país. O casal 20 do nazi-fascismo tem dito uma enxurrada de asneiras tão grande que parece que até o anti-petismo deu uma acalmada. Mesmo alguns dos mais empedernidos estão questionando se vão confirmar o voto no inominável e seu vice. Agora é Haddad, que é muito melhor que a sociedade ao seu redor. Não tem muitos lugares por aí no mundo, com um candidato tão qualificado e com chances reais de ganhar. Se tem que aproveitar e depois apoiar no que for possível, porque "a cadela do fascismo está sempre no cio" e todo cuidado é pouco.

 

Fabricio Souza

Haddad não é igual a Bolsonaro. Não concordo. A questão não é que sejam iguais. Mas que participem igualmente e conscientemente e cinicamente do mesmo jogo sujo. De se propor como antagonismos .

Cada um é um cínico ao seu modo. Mas se encontram juntos .

Acho muito justo e alegre votar numa mulher como Marina.

 

Roberto Andrés

 

Até onde a vista alcança, o futuro é um poço fundo cheio de alçapões, tipo aquelas bonecas russas. Segundo turno polarizado com metade do país no colo de um defensor de ditaduras.

Resolvi dar uma olhada para trás, relembrar como essa tragédia se deu. Como não achei os dados filtrados assim, fiz eu mesmo: uma planilha com a intenção de voto no primeiro turno em Bolsonaro, Ciro, Lula, Marina e Aécio / Alckmin, além da rejeição do governo, desde 2015.

Tudo pelo Datafolha, para ficar com um instituto só e evitar diferenças metodológicas.

*

Em dezembro de 2015, Eduardo Cunha tinha acabado de dar prosseguimento a um pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

Bolsonaro tinha 3% de intenções de votos, em 5º lugar nas pesquisas. Aécio liderava, com 26%. Lula e Marina empatados com 19%. A reprovação do governo Dilma era enorme: 65%.

Abatido sucessivamente pela Lava Jato, Aécio seguiu em queda livre até maio de 2017, quando foi degolado de vez pela divulgação de conversas delinquentes com Joesley Batista. Alckmin passou então a ser o presidenciável, mas nunca cresceu.

Foi nesse vácuo de um PSDB alvejado por denúncias de corrupção que cresceu um certo ex-capitão do exército. Talvez seja preciso olhar para o eleitor do Bolso por essa chave: a pessoa que vestia camiseta "A culpa não é minha, votei no Aécio" e que depois viu seus heróis desmoronarem chafurdados na mesma lama em que estariam "os outros".

É de ressentimento que estamos falando, visto que esse eleitor não deixou de odiar o PT, mas se sentiu traído pela opção na qual tinha apostado. E decidiu partir pra uma solução mais radical, ainda que obviamente não menos corrupta (a nova decepção é questão de tempo, mas aí talvez as eleições já não sejam mais como conhecemos).

*

Em março de 2016, às vésperas da votação do Impeachment, Lula atinge seu piso, 17%. O governo Dilma batia recorde de reprovação, 69%. Marina liderava com 21%.

Nesse sentido, o golpe parlamentar executado pela velha direita brasileira foi o grande turbinador eleitoral de Lula e do PT. Mesmo economistas de esquerda, como Laura Carvalho, reconhecem que o governo Dilma I foi um desastre na economia e que as soluções do governo Dilma 2 não levariam a um lugar melhor do que o que estamos.

Colocado como vítima de uma conspiração, e frente a um governo corrupto e uma economia patinando, Lula viu suas intenções de voto subirem mês a mês desde então. A prisão do ex-presidente, a partir de um processo frágil e desproporcional aos que sofrem outros políticos, fortaleceu ainda mais esse lugar.

É preciso reconhecer que a campanha do PT soube explorar com maestria essa situação, fazendo de um sujeito atrás das grades uma cachoeira de votos.

Assim foi possível se criar uma narrativa em que o Brasil triste de hoje teria surgido a partir de 2016 e o Brasil feliz de novo remeteria aos tempos de boa economia de 2010, como se os anos entre eles em que o país entrou na maior recessão de sua história não tivessem existido.

*

A curva de crescimento de Bolsonaro segue a de Lula, naquela lógica de que os polos se fortalecem.

Marina Silva, que liderava em 2016, ficou esmagada e não soube se posicionar. Apoiou o impeachment, que era no momento aprovado pela maioria da população, mas que acabou por feri-la de morte entre o eleitorado progressista.

Ciro Gomes veio estável nesse tempo todo, sempre com 4 a 7% de votos. Seu crescimento recente tem a ver com a boa campanha que vem fazendo, mas talvez não se sustente quando Haddad for se tornando mais conhecido como o candidato de Lula (o que está sendo muito mais rápido do que se previa) e com as próprias trapalhadas de Ciro, que gosta de morrer pela boca.

*

O PT é o único partido grande de fato no Brasil, com militância engajada, capilaridade, e se há poucos anos ele estava em declínio, a parlamentada de 2016 e a prisão do ex-presidente contribuíram para que se conseguisse coesionar o partido de uma maneira que ninguém apostaria.

Com o crescimento do petismo, cresce o antipetismo, e hoje o ocaso do PSDB deixou essa metade da população entregue a pessoas que falam abertamente em autogolpe, nova constituição feita pelos amigos, em metralhar adversários.

Não vejo nenhuma alternativa de terceira via com chances de chegar ao segundo turno. Se a vida já não era fácil para Marina em 2010 e 2014, quando disputava sozinha a segunda vaga, agora que essa disputa se dá entre três candidatos competitivos, a labuta é no limite do impossível.

Marina e Ciro precisariam estar juntos e com muito mais musculatura para fazer frente ao cenário de extrema polarização que vem aí. Não aconteceu.

A abertura do próximo alçapão indica que teremos uma eleição mais polarizada e mais violenta do que em 2014, com risco de eleger aqueles que podem fazer com que fiquemos algumas décadas sem conhecer eleições, liberdade individual, posts como este no facebook.

 

Gustavo Gindre

Se Haddad vencer, pouca coisa deve mudar no PT porque ninguém vai querer deixar o partido no momento em que ele voltar ao poder.

Mas se Haddad perder, eu seria capaz de apostar que uma parte do PT e do PSOL iriam partir para a criação de um novo partido.

Nesse partido estariam a US, Lindberg, Tarso Genro e Jean Wyllys, por exemplo.

É claro que é cedo para dizer se haverá esse movimento e se ele dará certo, mas essa eleição já está cheia de flertes.

 

Faustino Teixeira

Vivemos um momento atemorizador, com a real ameaça de Bolsonaro... Dentre tantas outras coisas, preocupa-me, e muito, sua posição cerrada sobre os quilombolas e os indígenas. Ao visitar o Clube Hebraica (RJ), em abril de 2017, afirmou: “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”. E também no ano seguinte, em abril de 2018, em sua visita a Roraima, afirmou: “Por que no Brasil o nosso índio tem que ficar confinado num pedaço de terra”. E aí vai...

Lendo hoje o segundo caderno do O Globo, emocionei-me com a matéria de Jan Niklas sobre o novo livro da antropóloga do museu nacional, Aparecida Vilaça, sobre sua relação com o líder Wari – Paletó – que a “adotou” como filha. Depois da morte de Paletó, em janeiro de 2017, ela dedicou-se a fazer uma expedição à memória, relatando passos das histórias que viveu com seu “pai indígena” ao longo de 30 anos. O resultado é o livro: “Paletó e eu: memórias de meu pai indígena” (Editora Todavia).

Não li ainda o livro, mas emocionei-me com as descrições feitas por Jan Niklas, o que me faz pensar sobre o futuro que queremos, hoje, para o país que vivemos. Lindas experiências dos povos originários vão se apagando pelo sede insaciável dos brancos...

Num trecho da matéria, a descrição do que passou Paletó: “Nascido em meados dos anos 1930, o indígena viveu três décadas sem qualquer contato com a civilização ocidental. Viu seu povo ser dizimado (sobrou apenas um terço da população original), viu filhos e esposa serem assassinados, parentes vencidos por epidemias e sua cultura ser colonizada por missionários evangélicos.”

O que estamos querendo, minha gente???

 

Fernando Altemeyer Junior

Faltam 97 dias para o natal e por enquanto só vemos a guarda herodiana querendo matar os pobres.

Tá difícil!

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