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18 Setembro 2018

Idelber Avelar

"Esse piá não come nem um pastel sozinho".

Sensacional! No incomparável sotaque gaúcho. Circulem aí até chegar ao Whatsapp da família.

 

Gregório Grisa

Assistindo o Roda Viva com os economistas das principais candidaturas (Paulo Guedes do Bolsonaro não foi), noto que, em que pese diferenças nas apreciações de conjuntura, há muitas pautas e medidas que são comuns entre economistas de Ciro, Haddad e Marina. Pérsio (economista de Alckmin) é um liberal mais puro sangue, propõe cortar do lado das despesas basicamente, se preocupa em trazer bancos estrangeiros, abrir o mercado em todos sentidos, mas mesmo assim dialoga com tranquilidade com os demais.

A questão da previdência é a que mais levanta divergências, capitalização e/ou repartição separam Ciro dos outros. A pauta do déficit fiscal é tratada com alguma generalidade, Benevides (Ciro) foi o que mais detalhou onde cortaria e onde arrecadaria. O PT e a Rede entendem que o contexto de recessão é ruim para tratar ortodoxamente do déficit, pensam em reverte-lo em 4 anos, diferente de Ciro e Alckmin que falam em 2 anos. Esses últimos acreditam que a retomada da confiança é urgente e que apresentar uma identidade de projeto (divergentes) daria segurança aos investidores e as famílias para consumir

Os programas do SPC e da capitalização da previdência de Ciro acabaram sendo as pautas do debate, em função da inventividade que trazem. O economista do PT salientou que o combate ao spread bancário se dará em diálogo com os banqueiros e Pérsio defendeu que o aumento da competitividade e novos marcos regulatórios seriam suficientes. O uso dos bancos públicos é defendido por Haddad e Ciro, o da Rede não comentou sobre.

Enfim, um debate interessante e civilizado, qualquer desses se vencer teremos governos de negociações e rearranjos constantes.

Diferente do caso de vitória de Bolsonaro cujo programa econômico é um delírio liberalóide misturado com autoritarismo militaresco.

 

Névio Fiorin

 

No último sábado, 15 de setembro, o papa Francisco visitou Palermo, cidade do primeiro sacerdote mártir da luta contra a máfia.

Após a missa, o Papa visitou as instalações da obra social "esperança Missão e Caridade" para compartilhar um almoço com cerca de 160 pobres, migrantes, ex-prisioneiros e voluntários da Missão.

Que esse gesto inspire as CEBs a organizarem ações no Dia do Pobre que será celebrado em 18 de novembro de 2018.

 

 

Eduardo Sterzi

1. Acho que é no Errata - an examined life. O George Steiner conta que, quando houve a primeira manifestação nazista em Viena e a multidão passou com bandeiras e urros em frente à casa em que a família dele morava, o pai - alto funcionário judeu do governo austríaco - o levou até a janela e disse algo como: "Presta atenção, isso é a história". Dias depois, o pai do Steiner pegou a família e foi embora da Áustria para nunca mais voltar. O Steiner lembra que os amigos do pai, muitos deles também judeus, riam quando ele lhes dizia que o nazismo cumpriria o que prometia, que não era apenas propaganda política, que os massacres logo começariam. A imensa maioria daqueles amigos morreram em campos de extermínio nazistas.

2. Foram 12 anos de ditadura e 6 anos de guerra. Ao final, a Alemanha estava destruída e Hitler e toda a cúpula nazista tiveram que se suicidar para não serem presos pelo Exército Vermelho e sentenciados à morte. Mussolini, o cúmplice italiano, foi executado pela Resistência e, depois de morto, apareceu pendurado pelos pés, de cabeça pra baixo, num posto de gasolina de Milão, ao lado do cadáver de sua amante e de outros canalhas do comando fascista. Hiroito, o cúmplice japonês, permaneceu imperador, mas foi devidamente humilhado pelo governo norte-americano, que lhe destituiu da condição divina atribuída pela tradição - e apenas depois que Hiroshima e Nagasaki foram arrasadas por bombas atômicas.

3. Mike Godwin, formulador da famosa - e sempre, a meu ver, um tanto tola - Lei de Godwin ("As an online discussion continues, the probability of a comparison to Hitler or to Nazis approaches one"), que durante muitos anos serviu para cínicos interditarem comparações entre as formas atuais de barbárie e a barbárie nazista, escreveu em junho um artigo para o Los Angeles Times em que diz que, diante das atitudes de Trump (por exemplo, deter crianças migrantes longe de suas famílias), não é incorreto trazer à baila o precedente de Hitler. "A Lei de Godwin não foi feita para nos impedir de desafiar a institucionalização da crueldade ou a insensibilidade dos policiais que dizem que estão simplesmente cumprindo a lei. Ela definitivamente não existe para proteger nossos líderes de serem denunciados pela moda atual de arremessar falsidades como se fossem fatos. Esses comportamentos, angustiantes como são, podem ainda não ter nos levado a um novo Reich, mas, por favor, me desculpe por temer que eles sejam a 'forma embrionária' de um horror que nós esperávamos que tivesse ficado para trás." No mesmo artigo, Godwin diz que os cretinos de direita que marcharam por Charlottesville em 2017 podem não ser exatamente nazistas, mas são, com certeza, "aspirantes a cosplayers de nazistas" (aspirational Nazi cos players). A condição periférica sempre acrescenta um pouco mais de chanchada à tragicomédia: os nossos cretinos de direita são imitadores de aspirantes a cosplayers de nazistas. Mas podem ser tão letais ou piores do que os aspirantes a cosplayers ou do que os próprios nazistas.

 

Caio Almendra

Falando em BTG, banco do economista-chefe do Bolsonaro, é sempre bom lembrar que o irmão do Eduardo Paes é banqueiro desse banco. Guilherme Paes, que morou com Sérgio Cabral quando esse se divorciou. Guilherme Paes, amigo de André Esteves, preso na lava-jato após ser denunciado por Delcídio Amaral. Guilherme Paes, que entrou com ação no Judiciário para repatriar dinheiro que tinha em um paraíso fiscal.

Isso não sai na entrevista do RJTV.

 

Gregório Grisa

Bolsonaro é uma mentalidade

Não, Jair Bolsonaro não é um candidato como outro qualquer. É pior. Ele é um imaginário, uma mentalidade, uma visão de mundo. O seu método de leitura do que acontece na vida é a simplificação. Torna o complexo falsamente simples por meio de uma redução a zero dos fatores que adensam qualquer situação. Se há violência contra os cidadãos, que cada um receba armas para se defender. Se há impunidade, que a justiça seja sumária e sem muitos recursos. Se há bandidos nas ruas, que a polícia possa matá-los sem que as condições de cada morte sejam examinadas. Se há corrupção, que não se perca tempos com processos.

Bolsonaro encarna o pensamento do homem medíocre, o homem mediano que não assimila explicações baseadas em causas múltiplas. Se há miséria, a culpa é da preguiça dos miseráveis. Se há crime, a culpa é sempre da má índole. Se há manifestações, é por falta de ordem. A sua filosofia por excelência é o preconceito em tom de indignação moral, moralista. A sua solução ideal para os conflitos é a repressão, a cadeia, o cassetete. Bolsonaro corporifica o imaginário do macho branco autoritário que odeia o politicamente correto e denuncia uma suposta dominação do mundo pelos homossexuais. É o cara que, com pretensa convicção amparada em evidências jamais demonstradas, diz:

– Não se pode mais ser homem neste país. Vamos ser todos gays.

Ele representa a ideia de que ficamos menos livres quando não podemos fazer tranquilamente piadas sobre negros, gays e mulheres. Bolsonaro tem a cara de todos aqueles que consideram índios indolentes, dormindo sobre latifúndios improdutivos, e beneficiários do bolsa família preguiçosos que só querem mamar nas tetas do Estado. Bolsonaro é o sujeito desinformado que sustenta que na ditadura não havia corrupção. É o empresário ambicioso que se for para ganhar mais dinheiro abre mão da democracia. É o produtor que vê exagero em certas denúncias de trabalho escravo. É o homem que acha normal, em momentos de estresse, chamar mulher de vagabunda. O eleitor padrão de Bolsonaro sonha com uma sociedade de homens armados nas ruas, sem legislação trabalhista, sem greves, sem sindicatos, sem liberdade de imprensa.

O projeto de Bolsonaro é o retorno a um regime de força por meio de voto. Aparelhamento da democracia. Na parede do imaginário e de certas propagandas de Bolsonaro e dos seus fiéis aparecem ditadores. O seu paraíso é da paz dos cemitérios e das prisões para os dissidentes. Um imaginário é uma representação que se torna realidade. Uma realidade que se torna representação. Bolsonaro é um modo de ser no mundo baseado na truculência, na restrição de liberdade, na eliminação da complexidade, no encurtamento dos processos de tomada de decisões.

Bolsonaro usa a democracia para asfixiá-la. É um efeito perverso do jogo democrático. Condensa uma interpretação do mundo que não suporta a diversidade, o respeito à diferença, a pluralidade, o dissenso, o conflito, o embate. Inculto, ignora a história. Não há dívida com os escravizados e seus descendentes. A culpa pela infâmia da escravidão não é de quem escravizou. O presente exime-se do passado. Bolsonaro é a ignorância que perdeu a vergonha. Contra ele só há um procedimento eficaz: o voto. Se necessário, o voto útil.

Por Juremir Machado

 

Cid Benjamin

Gente que manda

Manchete de primeira página do Globo de hoje mostra que os filhos de Cabral, Cunha e Picciani receberam as maiores verbas de campanha do MDB nesta eleição.

Isso mostra que os antigos capos continuam dando as cartas na quadrilha.

E seus tentáculos ainda se estendem ao Paes, agora no DEM, e a setores do PT.

Uma coisa não se discute: é gente que tem poder.

 

Eduardo Sterzi

"Fui avisado que o Romero Jucá, que todo mundo sabe o marginal que é..."

"... existe gente burra... infelizmente, existe gente burra..."

"Esse general Mourão é um jumento de carga."

Posso até acabar votando no Haddad no primeiro turno (se os fãs se comportarem), mas o Ciro é que me representa. rs

 

Moysés Pinto Neto

Os últimos 100 dias de democracia liberal no Brasil. Aproveitem aí. A gente queria muito mais e lutou por isso, mas fomos derrotados. Agora, além dos anéis, vão-se também os dedos.

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