Grupo de torcedores repudia homenagem de Felipe Melo a Bolsonaro e cobra atitude do Palmeiras

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17 Setembro 2018

O volante Felipe Melo mais uma vez declarou apoio ao candidato à presidência, Jair Bolsonaro, dessa vez, o jogador do Alviverde fez campanha durante comemoração do gol diante do Bahia. Em partida válida pela 25 rodada do Brasileirão.

A reportagem é de Gabriela Lira, publicada por Torcedores, 16-09-2018.

A atitude não foi bem vista para alguns palmeirenses que, usaram as redes sociais para repudiar a ação de Felipe Melo e cobrar atitudes do clube. Por meio do Facebook oficial, a página Palmeiras Antifascista diz que F. Melo ‘não pode mais ser jogador do Palmeiras’, já que as ideologias do candidato homenageado no gol é contraria com as lutas e história do clube.

“Primeiro de tudo ressaltar o trabalho em equipe, um time que lutou até o final buscou o resultado, primeiro foi um pouco abaixo do que a gente estava apresentando ao longo da competição, mas no segundo tempo ao meu modo de pensar, dominamos. Agradecer a Deus pelo gol, à família. Esse gol vai para o nosso futuro presidente Bolsonaro.”, disse Felipe Melo após partida que acabou em 1 a 1,a Arena Fonte Nova.

A página ainda ressalta que o jogador usou o Palmeiras para fazer campanha e pede explicações do presidente, Galiotte.

Confira o post na íntegra.

SEM IDEIA COM FASCISTAS! FORA FELIPE MELO!

Felipe Melo não pode ser mais jogador do Palmeiras. Sua visão de mundo não condiz com um clube que foi fundado por imigrantes refugiados da Primeira Grande Guerra, operários das Indústrias Matarazzo. Para seu candidato, seu ídolo, "mito", o deputado nazista o qual dedicou o gol de hoje, os refugiados são a "escória do mundo". É racista, homofóbico, machista e destila ódio contra todos fora do padrão homem-branco-heterossexual. É um inimigo dos pobres, assim como esse jogador medíocre. Melo já se demonstrou um inimigo da classe trabalhadora chamando grevistas de vagabundos, já havia declarado voto e apoio ao deputado nazista, e agora usa o Palmeiras como plataforma para disseminar o fascismo.

A raiva é ainda maior quando pensamos na omissão da diretoria. Afinal, declarações desse tipo só acontecem onde as pessoas se sentem à vontade para tal. Ou seja, na atual conjuntura do Palmeiras, seja no vestiário, seja nos bastidores da gestão Galiotte, parece não existir nenhuma preocupação com o fato de um jogador, que tem ampla exposição na mídia por conta de diversos fatores, utilize sua imagem e a do clube para promover seus ideais de intolerância.

É importante deixar claro que não estamos propondo soluções antidemocráticas e de censura e silenciamento. Não cabe ao clube controlar o que um jogador faz na sua vida pessoal. Mas Melo utilizou o clube como trampolim pra suas boçalidades, e isso mudou as coisas de patamar. Mas, antes de tudo, a diretoria foi omissa mais uma vez em permitir um jogador no elenco que tenha uma visão de mundo e filosofia de vida que é oposta à história do clube. Muito mais grave é o fato dessa mesma diretoria ter permitido tudo isso (além do apoio de Melo o deputado nazista também foi assistir a um jogo - escorraçado pela torcida no Gol Norte) num momento em que o clube assume a ponta na "vanguarda do atraso".

Temos os valores de ingresso mais caros do Brasil, excluímos os pobres, negros e periféricos do estádio, tratamos os torcedores como clientes, promovemos uma segregação inconstitucional interditando o espaço público e colocando barreiras nas ruas, incentivamos a militarização dos espaços com a polícia ocupando cada milímetro dos arredores do Palestra, e, pra coroar, temos um jogador que não sente um pingo de constrangimento em afirmar, ao vivo, que o deputado nazista será o próximo presidente do Brasil e dedicá-lo um gol.

Esse é o saldo da gestão Galiotte, de longe a diretoria mais omissa e condizente com as perversidades da atual situação do clube desde a famigerada dupla Tirone/Frizzo. Galiotte, além de ser condizente com o fascismo de Felipe Melo, parece ele mesmo ter gosto pela coisa, vide as práticas higienistas de sua gestão e sua condescendência com um jogador utilizar o clube como plataforma para promover a intolerância.

Já publicamos isso uma vez e voltamos a afirmar. Para nós, jogador fascista não pode jogar pelo Palmeiras.

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