Vaticano deverá divulgar declaração para responder às acusações de Viganò

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03 Setembro 2018

Torna-se cada vez mais insistente, desde a última sexta-feira, o rumor de que o Vaticano responderá a Carlo Maria Viganò e talvez fará isso nos próximos dias. Obviamente, afirma-se, não será uma declaração-resposta do Santo Padre Francisco, nem mesmo do papa emérito, que – de acordo com os especialistas – agiriam mal se entrassem em polêmica com um indivíduo como o grafomaníaco “Savonarola de Varese”. Quanto ao conteúdo do provável comunicado, a Santa Sé deverá fazer diversos esclarecimentos, além de desmentir as principais acusações do ex-núncio.

A reportagem foi publicada por Il Sismografo, 02-09-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os dois “papiros” de Viganò já totalizam 16 páginas que questionam dezenas de pessoas com quase uma centena de situações e circunstâncias a serem verificadas. Não é fácil responder a esse tipo de documento que, desde o início, chamamos justamente de “papiro”, porque os juristas, ao usarem essa palavra em casos como este, querem sublinhar a complexidade hieroglífica a ser decifrada.

Do ponto de vista midiático imediato, só é possível abordar as questões centrais, que são, aliás, as dirimentes para identificar o traçado que separa as mentiras das verdades nessa operação.

Entre outras coisas, um documento oficial da Santa Sé, com os selos da Secretaria de Estado, é absolutamente necessário, porque, nessa história, ainda falta a “narrativa vaticana”.

Sabemos apenas que, na noite de domingo, no avião, voltando da Irlanda, falando sobre o “papiro” de Viganò ao ser interrogado por uma jornalista, o papa disse justamente: “Eu li nesta manhã esse comunicado. Eu o li e, sinceramente, tenho que lhes dizer isto, a você e todos aqueles entre vocês que estão interessados: leiam vocês, atentamente, o comunicado e façam vocês o seu próprio julgamento. Eu não vou dizer uma palavra sobre isso. Creio que o comunicado fala por si mesmo, e vocês têm a capacidade jornalística suficiente para tirar as conclusões. É um ato de confiança: quando tiver passado um pouco de tempo, e vocês tiverem tirado as conclusões, talvez eu falarei. Mas gostaria que a maturidade profissional de vocês faça esse trabalho. Fará bem a vocês, de verdade. Está bem assim”.

O Papa Francisco, em poucos dias, entre 22 e 25 de setembro, durante a sua 25º peregrinação internacional, visitará os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) e, certamente, no seu retorno, no avião, será questionado pelos jornalistas sobre a questão Viganò. Uma declaração anterior do Vaticano ajudaria o papa a abordar a questão sem ter que entrar em detalhes e a oferecer uma reflexão geral sobre o caso.

O momento faz com que os especialistas considerem que uma resposta nos próximos dias é absolutamente necessária e oportuna, mesmo sabendo que Viganò voltará a atacar. Com toda a probabilidade, com a ajuda dos seus jornalistas, ele escreverá outro “papiro”. O homem é assim e não está bem.

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