Há demofobia nos ataques a Ciro Gomes

Revista ihu on-line

Do ethos ao business em tempos de “Future-se”

Edição: 539

Leia mais

Grande Sertão: Veredas. Travessias

Edição: 538

Leia mais

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Mais Lidos

  • Recorde de queimadas reflete irresponsabilidade de Bolsonaro. Nota do Observatório do Clima

    LER MAIS
  • O holocausto da Amazônia põe a civilização em alerta. Artigo de Marina Silva

    LER MAIS
  • Assim o 1% se prepara para o apocalipse climático

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

20 Agosto 2018

Desde o mês passado, quando Ciro Gomes anunciou que, se eleito, trabalharia para limpar a lista de devedores da Serasa ele tem apanhado mais que boi ladrão. Protetor de caloteiros, irresponsável, demagogo. Se um sistema de crédito tem 63 milhões de consumidores na lista negra, algo de grave está acontecendo na economia. O total dessa dívida é de R$ 225 bilhões e o espeto médio do caloteiro da Serasa é de R$ 1.200.

O comentário é de Elio Gaspari, jornalista, publicado por Correio do Povo, 18-08-2018.

No último grande calote do mercado financeiro, a Sete Brasil acertou pagar só R$ 2 bilhões aos grandes bancos que lhe emprestaram R$ 18 bilhões. Ganha um fim de semana em Miami quem conhecer um diretor de banco que emprestou à Sete acreditando que a empresa recriaria um setor da construção naval que já quebrara duas vezes. Por trás da Sete estaria a Petrobras e, atrás dela, a Viúva.

O inadimplente médio da Serasa comprou um iPhone, pretendia pagá-lo e a loja que o vendeu achava que receberia. São necessários 13 milhões de caloteiros da Serasa para produzir um rombo comparável ao da Sete.

Pouco se ouviu falar do calote da Sete. Já a proposta de Ciro pareceu um prenúncio do fim do mundo. O restabelecimento do crédito de milhões de pessoas é coisa necessária e factível. Como alivia o andar de baixo, provocou muxoxos. Foi assim com a jornada de oito horas no século passado, com o Bolsa Família e com as cotas nas universidades públicas.

Pode-se reclamar da má qualidade dos candidatos à Presidência ou do nível de empulhação de suas propostas, mas quando aparece algo que merece ser discutido, como é o caso da proposta de Ciro, deve-se controlar a demofobia.

Essa cautela é útil porque numa eleição presidencial prevalece a opinião dos sujeitos que se apertam para pagar uma dívida de R$ 1.200. A renda domiciliar de sete em cada dez eleitores e de menos de três salários mínimos. A turma que foi capaz de emprestar R$ 16 bilhões à Sete Brasil só elege o síndico do próprio edifício.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Há demofobia nos ataques a Ciro Gomes - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV