Paulo VI, Aldo Moro e a carta às Brigadas Vermelhas

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09 Agosto 2018

Exatamente há 40 anos, o estadista democrata-cristão e ex-primeiro-ministro Aldo Moro foi sequestrado e posteriormente morto pelas Brigadas Vermelhas. Um dos episódios mais trágicos da recente história da Itália, que também envolveu o papa Paulo VI, amigo pessoal de Moro.

A reportagem é de Di Marco Mancini, publicada por ACI, 08-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em 21 de abril de 1978, o papa decidiu pegar caneta e papel e dirigir-se diretamente aos "homens das Brigadas Vermelhas". A eles, o papa Montini pedia para devolver "à liberdade, à sua família, à vida civil, o ilustre estadista Aldo Moro". "Eu – acrescentava Paulo VI – não tenho nenhum mandato relacionado a ele, nem estou ligado por algum interesse particular a ele. Mas eu o amo como um membro da grande família humana, como amigo de estudos, e de forma muito especial, como irmão de fé e como filho da Igreja de Cristo".

Paulo VI – com evidente e grande emoção – invocava o nome de Cristo, definindo os carcereiros de Moro "desconhecidos e implacáveis adversários deste homem digno e inocente". "Peço-lhe de joelhos - implorava – libertem Aldo Moro, simplesmente, sem condições, não tanto por causa da minha humilde e afetuosa intercessão, mas em virtude de sua dignidade como irmão comum na humanidade, e por causa, que eu espero tenha força em sua consciência, de um verdadeiro progresso social, que não deve ser manchado com sangue inocente, nem atormentado pela dor supérflua. Já estamos pranteando vítimas demais e lastimamos a morte de pessoas comprometidas em cumprir seu dever".

Em conclusão, o Papa recordava o risco “do ódio que degenera em vingança" e apelava diretamente e novamente para os "homens das Brigadas Vermelhas: deixem a mim, intérprete de tantos vossos concidadãos, a esperança de que ainda em seus espíritos aloje-se um vitorioso sentimento de humanidade. Eu espero, rezando, e ainda amando vocês, a prova".

Como se sabe o apelo do Papa foi ignorado, e em 9 de maio o corpo sem vida de Aldo Moro foi encontrado em um carro estacionado na Via Caetani, em Roma. A meio caminho entre a sede do Partido Comunista e da Democracia Cristã.

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