Religiosas americanas respondem ao relatório da Associated Press sobre o abuso sexual de freiras

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01 Agosto 2018

Na sequência de um artigo da Associated Press que detalhou relatos de abuso sexual de irmãs católicas por parte do clero em vários países, a Conferência de Liderança de Mulheres Religiosas (LCWR - Leadership Conference of Women Religious) convocou as religiosas a relatarem tais incidentes às autoridades cívicas e da Igreja, além de estimular os líderes da Igreja a "encerrar a cultura do silêncio, responsabilizar os agressores e dar apoio aos que foram maltratados".

A reportagem é de Gail DeGeorge, publicada por Global Sisters Report, 31-07-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

A LCWR, maior organização de liderança para irmãs católicas dos Estados Unidos, divulgou um comunicado em resposta a uma investigação de um repórter da AP que analisa casos de abuso sexual de irmãs católicas nos Estados Unidos.

"A LCWR não tem dados sobre incidentes de abuso sexual pelo clero de irmãs católicas nos Estados Unidos. Se as irmãs tiverem sofrido abuso sexual, pedimos que denunciem o abuso às autoridades civis e da Igreja, e busquem assistência apropriada, já que ninguém deveria sofrer os efeitos por longo prazo do abuso. Entendemos que denunciar o abuso requer coragem e força. No entanto, trazer esta prática horrível à tona pode ser a única maneira de acabar com o abuso sexual na comunidade da Igreja", disse a LCWR em seu comunicado.

O artigo da AP disse que sua "apuração descobriu que casos surgiram na Europa, África, América do Sul e Ásia, demonstrando que o problema é global e generalizado, graças à tradição universal de status de segunda classe das irmãs na Igreja Católica e suas subserviência arraigada aos homens que a administram".

Algumas freiras agora vão a público, disse o artigo da AP, ganhando coragem pelo movimento #MeToo, o reconhecimento de que adultos podem ser vítimas de abuso quando há um desequilíbrio de poder em uma relação, "mesmo depois que grandes estudos sobre o problema na África foram relatados ao Vaticano na década de 1990".

A reportagem da AP se referia a um artigo do National Catholic Reporter, publicado em 2001, que citava vários relatos sobre o assunto.

Um dos estudos mais abrangentes foi feito pela falecida Médica Missionária de Maria, irmã Maura O'Donohue, que disse na época estar ciente dos ocorridos em 23 países nos cinco continentes, incluindo os Estados Unidos. Ela escreveu que a maioria aconteceu na África, em parte, pois o medo de contrair HIV / AIDS fez com que as irmãs parecessem alvos sexuais "seguros".

Em um caso no ano de 1988, citado no relatório de O'Donohue, um bispo local demitiu os líderes de uma congregação de mulheres diocesanas no Malaui depois que elas reclamaram que os padres diocesanos tinham engravidado 29 irmãs.

Mais recentemente, o Global Sisters Report relatou os esforços das irmãs indianas em responsabilizar a Igreja pelo abuso sexual do clero. Um caso na Igreja indiana envolve Jalandhar, o bispo Franco Mulakkal, que foi acusado em junho de estuprar uma freira em 2014 - o que ele nega. Mais de 80 religiosas se juntaram a padres, irmãos, leigos e ativistas para assinar uma carta pedindo ao cardeal Oswald Gracias, de Mumbai, e ao arcebispo Giambattista Diquattro, núncio apostólico da Índia, que apoiasse o Papa Francisco a retirar Mulakkal de seus deveres pastorais.

A reportagem da AP citou um caso em que um Padre italiano agrediu uma irmã durante a confissão e disse que as noviças na África são "particularmente vulneráveis" porque precisam de cartas de seu pároco para serem aceitas em certas congregações religiosas.

A Igreja "não tem medidas claras para investigar e punir os bispos que abusam ou permitem que os abusadores permaneçam em suas frentes", disse a reportagem da AP. O número total de casos de abuso sexual contra mulheres religiosas pelo clero é desconhecido.

Em sua declaração, a LCWR disse que manifesta profunda tristeza pelo abuso sexual cometido por religiosos católicos em muitas partes do mundo. “Nós nos unimos a todos aqueles que exigem o fim de uma cultura que ignora ou tolera abuso sexual de irmãs católicas ou qualquer pessoa, perpetrado por aqueles em posições de confiança na comunidade da Igreja".

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