Seis milhões de pessoas estão em risco de morrer de fome na região do Sahel

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04 Julho 2018

Quase 6 milhões de pessoas em Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal continuam a lutar por suas necessidades diárias de alimentos. Uma grave desnutrição ameaça a vida de 1,6 milhão de crianças. É o alarme lançado pela Cáritas Internationalis que registra “a pior crise humanitária na região do Sahel desde 2012”, e teme que a situação possa deteriorar-se ainda mais no futuro próximo.

A reportagem é publicada por Fides, 03-07-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A área em laranja abrange o território do Sahel (Mapa: stepmap.de)

A baixa precipitação nos últimos meses levou à escassez de água, perda de plantações, pastagens e gado. Com quatro meses de antecedência, os agricultores foram forçados a se mudar com o gado e as reservas alimentares para milhões de pessoas foram se esgotando. Apenas no ano passado, a taxa de desnutrição nos seis países do Sahel aumentou em 50%.

Uma em cada seis crianças menores de cinco anos precisa urgentemente de tratamentos para sobreviver. As famílias estão reduzindo as refeições, retirando as crianças da escola e deixam os serviços básicos sanitários para economizar dinheiro para a comida. "Para piorar a situação também contribuem os violentos ataques dos militantes do Boko Haram que obrigaram dezenas de milhares de pessoas a deixar suas casas na região de Diffa, no sudeste do Níger", declarou a Caritas Développement Niger (CADEV). Diffa é uma das regiões mais pobres do mundo onde mulheres e crianças representam 85% dos refugiados e deslocados internos.

"No Níger, a situação humanitária é terrível, está piorando a cada dia devido à crise de segurança em Diffa, Tahoua e Tillabery", relata um comunicado de Raymond Yoro, secretário-geral da CADEV, recebida pela Fides. "O número de pessoas em necessidade está em contínuo crescimento, com um aumento de 400 mil pessoas em comparação com 2017. Estima-se que, em 2018, 1,4 milhões de pessoas vão precisar de assistência alimentar. A CADEV está especialmente empenhada com mais de 380 000 crianças que sofrem de desnutrição aguda grave e 922.000 crianças com desnutrição aguda moderada.

A situação também é crítica em Burkina Faso. De acordo com a Caritas, são 6 regiões afetadas por desnutrição aguda: Soum, Namentenga, Gnagna, Komandjoari, Boulkiemdé e Kourwéogo. O Secretário Geral da Caritas Burkina, Abbé Constantin Safanitié Sere, disse que esta é a pior crise humanitária desde 2012. O aumento dos preços dos grãos, o impacto das alterações climáticas e os ataques terroristas em várias regiões têm agravado os desafios enfrentados pelos deslocados internos.

Na Mauritânia, as taxas de desnutrição são as maiores já registradas desde 2008. São meio milhão de pessoas ameaçadas pela fome. De acordo com um estudo realizado em fevereiro de 2018, 147.507 pessoas estariam em risco de desnutrição aguda. "Apesar da esperança trazida por alguma chuva esporádica a situação humanitária continua a ser preocupante nas áreas rurais", declarou a Caritas Mauritânia. A organização católica está pedindo aos parceiros para fornecer apoio financeiro para implementar o seu programa de emergência para ajudar as pessoas em suas áreas locais e evitar a migração para os grandes centros urbanos.

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