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21 Maio 2018

No dia em que se celebram as exéquias do cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos, com o ritual da Última Commendatio e da Valedictio presididas pelo Santo Padre, durante o Consistório ordinário público foi anunciada formalmente a canonização do Beato mártir salvadorenho arcebispo Oscar Romero, do qual o cardeal falecido foi um ferrenho e duro opositor, ao ponto de fazer parte, por muitos anos, juntamente com o seu mentor, outro cardeal colombiano, discutido e polemizado, Alfonso López Trujillo (1935-2008), do bloco que criou toda forma possível de obstáculos à beatificação do arcebispo de San Salvador assassinado em 24 de março de 1980.

O comentário é publicado por Il Sismografo, 19-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

À oposições contra Romero de Castrillón Hoyos e López Trujillo somaram-se muitas outras, entre as quais as do Cardeal de Buenos Aires, Antonio Quarracino, de uma longa lista de núncios apostólicos credenciados na América Latina, liderados por Girolamo Progione, e muitos prelados da Cúria romana.

Em 30 de outubro de 2015, o papa recebendo uma peregrinação de salvadorenhos, terminou assim seu discurso: "Eu gostaria de acrescentar algo que talvez nos tenha escapado. O martírio de Dom Romero não aconteceu apenas no momento de sua morte, foi um martírio-testemunho, antecedido por sofrimento e perseguição até sua morte. Mas, também continuou depois, porque após a sua morte - eu era um jovem padre e fui testemunha - ele foi difamado, caluniado, enlameado, ou seja, o seu martírio continuou até mesmo por parte de seus irmãos no sacerdócio e no episcopado. Eu não falo por ter ouvido dizer, eu escutei essas coisas. Então, é bom vê-lo também assim: como um homem que continua a ser um mártir. Pois bem, acho que agora quase ninguém mais se atreve a fazê-lo. Depois de ter dado a sua vida, continuou a oferecê-la deixando-se golpear por todas aquelas incompreensões e calúnias. Isso me dá força, só Deus sabe o quanto. Só Deus conhece as histórias das pessoas, e quantas vezes as pessoas que já deram a própria vida ou que morreram continuam a ser apedrejadas com a pedra mais dura que existe no mundo: a língua".

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