A evangelização não se faz sentado no sofá, afirma Francisco

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20 Abril 2018

Todo cristão tem a “obrigação” e a “missão" de anunciar Cristo. Mas, a evangelização não pode ser feita do “sofá”. É necessário “estar em saída”, perto das pessoas. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da missa de hoje, pela manhã, na capela da Casa Santa Marta.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 19-04-2018. A tradução é do Cepat.

O Pontífice baseou sua homilia, segundo apontou Vatican News, na passagem bíblica de hoje, dos Atos dos Apóstolos, em que um anjo diz a Felipe: “Levante-se e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”.

Bispo de Roma explicou que, após o martírio de Estevão, “começou uma grande perseguição” contra os cristãos e “os discípulos se espalharam por todas as partes”. Mas, quase paradoxalmente, justamente esse “vento da perseguição” anima, dá força aos fiéis para “ir além”.

Assim como faz “o vento com as sementes das plantas, as leva além e semeia, assim aconteceu aqui: eles foram além, com a semente da Palavra, e semearam a Palavra de Deus. E assim, podemos dizer, brincando um pouco, nasceu “propaganda fide”. Assim. De uma perseguição, de um vento, os discípulos levaram a evangelização”.

Segundo o Papa Bergoglio, “esta passagem que hoje lemos, dos Atos dos Apóstolos, é de uma grande beleza... É um verdadeiro tratado de evangelização. É assim que o Senhor evangeliza. Assim que anuncia. É assim que o Senhor quer que evangelizemos”.

Francisco recorda um conceito decisivo: é o Espírito que impulsiona Felipe (e a todos os cristãos) à evangelização, que “se estrutura” em três palavras-chave: “levantar-se”, “aproximar-se” e “partir da situação”.

A evangelização não é um “plano bem feito de proselitismo: ‘Vamos aqui e façamos muitos prosélitos, de lá, e muitos...’. Não... É o Espírito que diz como você deve ir para levar a Palavra de Deus, para levar o nome de Jesus”. E começa dizendo: “Levante-se e vai! Levante-se e vai até aquele lugar. Não existe uma evangelização “de poltrona”. “Levante-se e vai”. Em saída, sempre. “Vai”. Em movimento. Vai ao lugar onde você deve anunciar a Palavra”.

Jorge Mario Bergoglio recordou a todos os que abandonaram sua pátria e sua família para ir a terras distantes para levar a Palavra de Deus. E, muitas vezes, “não preparados fisicamente, porque não tinham os anticorpos para resistir as doenças dessas terras”, morriam jovens ou “martirizados”. Trata-se, disse o Papa, recordando as palavras ditas por um cardeal, de “mártires da evangelização”.

Francisco esclareceu que não é necessário nenhum vade-mécum da evangelização”, mas “proximidade”. É preciso se aproximar para “ver o que acontece” e partir “da situação”, não de uma “teoria”.

O Papa exclamou: “A evangelização é um pouco corpo a corpo, pessoa a pessoa. Se parte da situação, não das teorias. E anuncia a Jesus Cristo, e a força do Espírito o impulsiona a batizá-lo. Vai mais além, “Vai além”, vai, vai”, até que sente que acabou a sua obra”.

Francisco insistiu que as palavras chaves “para todos nós, cristãos, que devemos evangelizar com nossa vida, com nosso exemplo, e também com nossa palavra” são: “Levante-se, levante-se”; “aproxime-se”, proximidade; e “partir da situação”, da situação concreta. Trata-se de um método simples, mas é o método de Jesus. Jesus evangelizava assim. Sempre em caminho, sempre na estrada, sempre perto das pessoas, e sempre partia das situações concretas, das concretudes”.

Só é possível anunciar a Deus “com estas três atitudes - precisou o Papa -, mas sob a força do Espírito. Sem o Espírito, nem sequer estas três atitudes servem. É o Espírito”, efetivamente, quem “nos impulsiona a nos levantar, a nos aproximar, a partir das situações”.

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