Justiça nega pedido de revogação e mantém a prisão do padre Amaro no sudoeste do Pará

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17 Abril 2018

Padre cumpre prisão preventiva desde 27 de março. Ele é suspeito de uma série de crimes, inclusive de comandar invasões de terras e de assédio sexual.

A reportagem foi publicada por G1, 13-04-2018.

A Justiça negou o pedido de revogação e manteve a prisão do padre José Amaro Lopes. Ele é coordenador da Pastoral da Terra em Anapu, sudoeste do Pará, e está preso desde o dia 27 de março suspeito de uma série de crimes, como comandar invasões de terras e de assédio sexual.

A defesa do padre José Amaro Lopes ingressou na Justiça com um pedido de revogação da prisão preventiva alegando ausência de provas contundentes do envolvimento do padre com os crimes apontados pela polícia. Mas o juiz substituto da Vara Única de Anapu, Esdras Murta Bispo, não aceitou o argumento e manteve a prisão.

O padre Amaro cumpre prisão preventiva no Centro de Recuperação Regional de Altamira. Ele foi preso pela Polícia Civil apontado como chefe de uma organização responsável por vários crimes em Anapu, como invasão de terras, constrangimento ilegal, lavagem de dinheiro, ameaça e assédio sexual.

O delegado de Anapu já concluiu o inquérito policial que apurou os crimes atribuídos ao padre Amaro e encaminhou o resultado das investigações ao Ministério Público Estadual em Anapu.

Em coletiva de imprensa realizada quinta-feira (12) em Belém, o advogado da Comissão Pastoral da Terra, José Batista, que representa a defesa do padre, criticou o resultado das investigações policiais. Ele alega que a prisão do religioso seria de interesse de fazendeiros de Anapu, que são as principais testemunhas ouvidas pela polícia.

O Ministério Público Estadual informou que já recebeu os autos do inquérito, mas que ainda não pode afirmar quais providências serão tomadas porque precisa fazer uma análise detalhada do processo.

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