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07 Abril 2018

"A figura de padre Miguel Ángel Fiorito (1916-2005) é central nesse ambiente. Seu rigor intelectual e o equilíbrio de seu pensamento representaram uma guia para a ação da Província nos anos sucessivos ao Vaticano II e à sua recepção na América Latina", escreve José Luis Narvaja, professor da Faculdade Teológica de San Miguel, em artigo publicado por Civilta Cattolica, 07-047-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo. 

Durante os anos de formação de Jorge Mario Bergoglio na Província argentina da Companhia de Jesus foi fundado o "Centro de Espiritualidade" e, desde o início, o Boletín de Espiritualidad era o órgão de difusão do material para a reflexão espiritual e teológica.

A figura de padre Miguel Ángel Fiorito (1916-2005) é central nesse ambiente. Seu rigor intelectual e o equilíbrio de seu pensamento representaram uma guia para a ação da Província nos anos sucessivos ao Vaticano II e à sua recepção na América Latina. Foi durante aquele período que se originou a reflexão sobre a "religiosidade popular" que, no espaço de pouco mais de 10 anos, cristalizou-se na chamada "teologia da cultura". A partir da experiência pastoral feita nas paróquias no interior do país e na periferia de Buenos Aires, o grupo de jesuítas liderado por padre Fiorito produziu uma série de artigos sobre o "povo fiel", o valor das suas expressões, a sua hermenêutica (a sua consciência) e a sua fé.

"A teologia do povo" não deve considerar (em forma ideológica e equívoca) o povo como "objeto" de estudo, mas como "sujeito": é a sua maneira de viver a fé e de criar uma cultura que deve ser o ponto de partida do pensamento. Fiorito apresenta essas reflexões identificando três núcleos fundamentais: a unidade da Igreja, que não é dividida em uma 'Igreja dos pobres' contra aquela dos ricos “nem uma 'igreja popular' contra uma 'Igreja culta’, porque o povo também tem sua própria cultura"; uma visão realista do povo de Deus, que exclui aquelas românticas e de divisão; o concreto universal, segundo o qual a partir do caráter concreto particular (da Igreja universal) alcança-se a universalidade (que se concretizou no particular).

Em reflexão pessoal de Fiorito sobre a religiosidade popular existem dois temas:

1) O desafio espiritual é manter a tensão entre a vocação eterna do batismo e da vocação histórica concreta. Trata-se de duas dimensões da própria existência, isto é, de ter que unificar a própria consciência; esse "não é um problema individual, mas comunitário e eclesial".

2) Na base da ação pastoral está a tarefa da "leitura dos sinais dos tempos", um dos quais é a própria religiosidade popular. Não se trata de uma visão populista, nem de um interesse folclórico pelas expressões religiosas, mas sim um "sinal" do plano de Deus, fundado teologicamente.

As características de tal reflexão mostram um primeiro núcleo teológico e pastoral que facilmente reconhecemos no papa Francisco. Até mesmo os "quatro princípios" em que se estrutura a Exortação Apostólica Evangelii gaudium, são fruto daquela reflexão de grupo: Bergoglio fez sua exposição em uma primeira formulação, já em seu discurso de abertura da XIV Congregação Provincial, em 18 de fevereiro de 1974.

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