Francisco e a Igreja estadunidense

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01 Fevereiro 2018

A recente viagem de Francisco ao Chile e Peru foi seguida com atenção pelo catolicismo estadunidense; portanto, é também em vista da relação com esta Igreja local que devem ser enquadradas as observações críticas feitas sobre as palavras do Papa a respeito do caso do bispo de Osorno, J. Barros. Não se trata apenas da intervenção do cardeal O'Malley, logo após terem sido pronunciadas; mas também, e principalmente, de um desconforto de parte do catolicismo norte-americano mais em sintonia com o ideal de reforma pastoral da Igreja perseguido por Francisco.

A reportagem é de Marcello Neri, publicada por Settimana News, 29-01-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Monitorar a linguagem

Visto dos Estados Unidos, linguagem e formas de transparência de procedimento eficazes em matéria de abusos sexuais no âmbito da Igreja representam uma espécie de teste decisivo do progresso dos processos de renovação que Francisco aspira a introduzir no corpo da Igreja Católica. Isto pode ser visto claramente através da leitura do artigo do jesuíta Th. Reese.

Reese pode ser considerado como um indicador não só de um sentir responsável por uma Igreja local profundamente marcada pela violência dos abusos sexuais dentro dela, mas também da consciência da necessidade de rigor e atenção que devem marcar as palavras e os gestos da Igreja Católica quando enfrenta publicamente temas ou aspectos relacionados a esse argumento.

Isso, mesmo quando poderiam haver reservas em relação a casos concretos, por parte da Igreja e das suas autoridades. Queimadas todas as reservas de crédito, não há mais espaço para a dialética: a linguagem e as palavras escolhidas devem poder ser ouvidos pelas vítimas dos abusos sexuais, sem o que se corre o risco de cair naquele cone de sombra de uma atitude de injustificável ambivalência.

A partir das vítimas

A extensão da palavra (eclesial) é dada pela ruptura da experiência, humana e cristã, da vítima; produto não só do abuso em si, mas também dos (não) procedimentos pelos quais a Igreja Católica tem por muito tempo gerido esses eventos dentro dela.

Só aprendendo a falar, de qualquer forma, a partir da experiência da vítima, a Igreja Católica poderá recuperar alguma credibilidade linguísticas nessa questão. Esse processo de aprendizagem deve ser levado adiante por toda a Igreja e pelo seu pessoal, mesmo que possa haver razões para uma maior prudência por causa de situações locais específicas.

Sobre esse ponto, é possível jogar o futuro equilíbrio entre Francisco e aquela parte do catolicismo norte-americano que ainda olha para ele como uma instância confiável da reforma da Igreja Católica.

A Igreja e o catolicismo estadunidense

Dentro de um catolicismo, onde a grande representação o entende como um corpo estranho, uma espécie de partícula desgovernada na frente da qual você só pode esperar que saia de cena (como é o dos EUA), Francisco deveria ter o cuidado para nunca abaixar o nível de legitimação civil e eclesial daquela parte do mundo católico que procura realizar, a nível local, o projeto de uma maneira, outra e inovadora, de ser Igreja no contemporâneo.

E é dentro deste mundo que lhe é afim que a exigência de uma transição estrutural se torna cada vez mais forte. A configuração institucional da aspiração evangélica que move o ministério de Francisco está em suas mãos: se ele começar a lhe dar corpo não se encontrará sozinho na travessia.

Para não decepcionar definitivamente essa parte do catolicismo estadunidense que está em sintonia com ele, Francisco deve encontrar maneiras de dar forma concreta a uma genuína renovação e mudança de uma Igreja que quer ser algo diferente de uma mera corporação clerical.

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