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15 Janeiro 2018

Pela primeira vez desde as inesquecíveis eleições italianas de 1948, o Vaticano, os bispos e os párocos italianos se aproximam do próximo compromisso eleitoral com uma atitude invertida em relação ao passado.

A reportagem é de Fabio Martini, publicada no jornal La Stampa, 14-01-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Pela primeira vez na história da República italiana, eles renunciarão a apoiar um partido político contra o outro. Desta vez, a Igreja não se inclina por nenhuma das forças em campo, não delega a nenhum líder e a nenhum partido a defesa dos seus valores. No máximo, critica as forças políticas. E as pressiona.

A “grande retirada” da Igreja italiana a mistura estritamente partidária começou com o pontificado de Francisco, mas, na última vez que o papa se encontrou com os bispos, ele foi mais explícito do que o habitual: “A mim, a política italiana não interessa. Interessem-se vocês: o mínimo possível...”.

Agora, a entrevista a este jornal do presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) [o cardeal Gualtiero Bassetti] confirma aquele discurso. Críticas veladas e difusas a todas as forças políticas, com uma ponta de preocupação a mais com o populismo da Liga Norte. Tudo isso, porém, atravessado por uma mensagem clara de equidistância (“Que os católicos permaneçam com autonomia de julgamento”), que acaba depositando no crente “médio” uma mensagem: onde se “defende a vida” e se “cuida dos pobres”, votem como acharem melhor.

Uma revolução na tradição italiana, que, durante 70 anos, foi feita de ingerências insistentes, às vezes muito íntimas. Enquanto existiu a Democracia Cristã, para a Igreja foi simples: delegava-se tudo ao partido católico, e a mediação era descarregada lá, no partido-Estado.

Depois, a Democracia Cristã foi extinta, e, com a bipolaridade, duplicou também a colateralidade: de acordo com as maiorias, o apoio da Igreja ia para os amigos de um lado ou de outro. Para Berlusconi e Letta. Ou para Rutelli e Binetti.

Depois, cinco anos atrás – duas semanas após as eleições políticas italianas de 2013 – chegou Francisco, e tudo mudou. No seu país, o cardeal Bergoglio havia se deparado durante anos com o peronismo, poder fortíssimo e grande esponja de culturas políticas populares, incluindo a católica. Lá, a Democracia Cristã nunca existiu, e a Igreja havia se tornado uma espécie de “contrapoder”.

É nesse clima que tomou forma a ideia realmente nova de Francisco na sua relação com o poder temporal: é o papa, é a Igreja que fazem política em primeira pessoa, sem delega-la a partidos ou “partidinhos” católicos. Como Francisco disse uma vez à Comunidade de Vida Cristã: “Um partido de católicos? Essa não é a estrada”.

Uma atitude que já está determinando uma espécie de “todo mundo liberado” para os muitos movimentos que sulcam o universo católico. Depois de anos de “movimentismo” às vezes bipartidário, os vivazes movimentos eclesiais – do Comunhão e Libertação à Comunidade de Santo Egídio – estão voltando às suas origens, recolocando-se nas diversas trincheiras cavadas pelo sistema proporcional.

Nos últimos dias, um dos políticos mais próximos do Comunhão e Libertação, Maurizio Lupi, depois de cinco anos como ministro e líder dos governos liderados pelo Partido Democrático, voltou (junto com Roberto Formigoni) à centro-direita, o que permite que o Comunhão e Libertação reencontre os seus dois favoritos sob as mesmas siglas.

Do outro lado do espectro, a Comunidade de Santo Egídio, depois de ter apoiado a lista Monti em 2013, aproximou-se gradualmente do Partido Democrático: Mario Giro (há anos “ministro das Relações Exteriores” da Comunidade), obteve de Gentiloni um cargo “estratégico” na perspectiva de Santo Egídio: vice-ministro responsável pela Cooperação Internacional.

O Vaticano e a CEI não participarão, mas, para o futuro, eles têm uma preferência. O cardeal Bassetti dá a entender isso, mas também o Pe. Occhetta, comentarista político da Civiltà Cattolica, a revista dos jesuítas e, portanto, a mais próxima do Papa Francisco: se nenhuma coalizão obtiver a maioria, “poderia nascer um governo institucional Gentiloni 2, que fez bem, goza de um alto consenso social e não desagrada a área moderada de centro-direita”. Como que dizendo: a “bênção” aos Grandes Entendimentos já está pronta.

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