Lidando com os smartphones. Acionistas da Apple na luta contra o uso excessivo de iPhone por crianças

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11 Janeiro 2018

Será que já não estamos cansados dos nossos telefones móveis? Para melhor ou para pior, no período de uns poucos anos eles passaram a ocupar uma grande parcela das nossas vidas.

A informação é de Guillaume Goubert, publicada por La Croix International, 10-01-2018. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O lado bom inclui, por exemplo, o acesso permanente à enorme biblioteca de documentos, imagens e sons que compreendem a internet.

O aspecto negativo é o relacionamento hipnótico que desenvolvemos com os nossos aparelhos celulares e a dificuldade que experimentamos em deixá-los ir, muitas vezes até mesmo quando estamos com outras pessoas.

Consequentemente, enfrentamos a questão de como regular o comportamento das pessoas, em particular das crianças e adolescentes e, mais ainda, com respeito a videogames, que podem levar a um comportamento compulsivo entre os jovens bem como entre muitos adultos.

Dessa forma, dois acionistas americanos da Apple pediram recentemente à companhia que ela desenvolva ferramentas apropriadas de controle parental para os iPhones.

Eles também solicitaram que a empresa financie um estudo sobre o vício das crianças a telefones móveis.

Esta preocupação encontra eco no que fez recentemente a Organização Mundial da Saúde, que há pouco acrescentou o vício em videogames à sua lista global de transtornos mentais.

Independentemente do que aconteça a seguir, um esforço de reflexão e prevenção se fará necessário como parte de uma ampla abordagem de base ao tema. Usuários adultos igualmente precisam se preocupar, não apenas para dar um bom exemplo aos mais jovens.

Ferramentas desse tipo são ainda bastante recentes. O iPhone há pouco celebrou o seu décimo aniversário, enquanto o Facebook foi fundado em 2004 apenas. O Google, lançado em 1998, recém alcançou a idade adulta.

Quando se trata do universo da internet, somos todos muito jovens. Precisamos crescer.

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