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30 Novembro 2017

No circuito internacional dos meios de comunicação há uma discussão (e inclusive polêmica) se o Papa pronunciou ou não a palavra "Rohingya", em seu discurso diante das autoridades de Mianmar. Bergoglio já havia feito vários chamados a favor dos Rohingya (um muito forte no último dia 27 de agosto, durante o Angelus) e havia, especificamente, nomeado por seu nome a minoria étnica de religião muçulmana perseguida no estado birmanês de Rakhine. Mas, aqui, conforme diferentes expoentes da Igreja local não se cansaram de lhe pedir e repetir, o Papa falou sobre o respeito aos direitos das minorias, sem fazer citar qualquer uma.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 29-11-2017. A tradução é do Cepat.

Há alguns que consideram este gesto um exemplo de grande política, e outros fazem notar que com sua decisão o Papa buscou se distanciar do perigo de novas reações violentas dos nacionalistas budistas contra os Rohingya, em um momento no qual o governo birmanês acaba de assinar um memorando com o governo de Bangladesh para permitir o retorno a Rakhine de mais de 500.000 refugiados, que foram obrigados a fugir em agosto deste ano.

Entretanto, também existe outra razão. Os Rohingya, efetivamente, não são a única minoria discriminada em Mianmar. É o que indica, silenciosamente, o bastão pastoral de madeira que Francisco utilizou para celebrar a missa na Kyaikkasan Ground de Rangum. Um objeto artesanal que lhe foi presenteado por alguns refugiados católicos da minoria Kachin, que vivem no campo para refugiados da cidade de Winemaw, no estado de Kachin, no sul do país. Uma região principalmente cristã.

Como descreveu a agência vaticana Fides, os fiéis Kachin estão no campo para deslocados de Winemaw por causa da guerra civil entre o exército birmanês e os grupos armados Kachin: é um dos muitos conflitos de caráter étnico registrados no país, composto, em nível social, pela maioria bamar e 135 minorias étnico-linguísticas. Os refugiados Kachin deram o báculo de madeira ao Pontífice com a esperança de que “volte a paz ao estado de Kachin, posto que não será possível para eles participar da missa em Rangum, devido ao estado de indigência em que vivem”.

A guerra civil entre o Kachin Independent Army (KIA) e as tropas governamentais começou em 1965. Este conflito obrigou centenas de milhares de Kachin (um dos 7 principais grupos étnicos de Mianmar) a buscar refúgio nos campos para deslocados. “A Igreja católica local - informa Fides - os apoia: na diocese de Myitkyina, há mais de 8.000 deslocados que não podem voltar para suas aldeias por causa da violência que continua. A Cáritas os assiste, buscando também lhes dar a possibilidade de cultivar terras, para que possam contribuir no próprio sustento”.

No ano passado, os bispos birmaneses denunciaram que “mais de 150.000 pessoas sofrem nos campos para refugiados, reduzidas à condição de deslocados e esperando ajuda internacional”. Além disso, criticaram duramente que “uma guerra crônica produziu só perdedores, ou seja, pessoas inocentes abandonadas nos campos, ao mesmo tempo em que suas terras foram semeadas com minas, o tráfico de seres humanos recrudesce, a droga se torna uma sentença de morte para os jovens Kachin, os recursos naturais, como as minas de jade, são saqueados. Esta é a causa principal do conflito”.

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