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09 Novembro 2017

Os bispos católicos, reunidos desde segunda-feira na assembleia plenária, na localidade bonaerense de Pilar, elegeram, por votação democrática, Oscar Ojea, bispo de San Isidro e até ontem titular da Cáritas, como novo presidente da Conferência Episcopal Argentina, o máximo organismo da Igreja Católica, por um período de três anos. Completam a Comissão Executiva o cardeal Mario Poli, arcebispo de Buenos Aires, como primeiro vice-presidente, o bispo Marcelo Colombo, de La Rioja, como segundo vice-presidente, e o bispo Carlos Malfa, de Chascomús, na secretaria geral.

A reportagem é de Washington Uranga, publicada por Página/12, 08-11-2017. A tradução é do Cepat.

A votação, da qual participaram cerca de noventa bispos de todo o país, ocorreu no dia de ontem. A assembleia se estenderá até o sábado e nos próximos dias os bispos continuarão votando para eleger os titulares de comissões episcopais que abarcam diferentes temas (mais de 16) e organismos especializados da Igreja.

Os resultados da votação não deram margem para maiores surpresas, dado que Ojea era considerado um dos candidatos possíveis à presidência, tendo em conta que o cardeal Mario Poli, a quem também se postulava, havia manifestado a vários de seus colegas que preferia não ocupar a máxima responsabilidade da Conferência Episcopal. Apesar do cuidado do Governo com o tema, sabe-se também que a atual administração preferiria Poli como interlocutor.

A maior novidade se deu na segunda vice-presidência, dado que o bispo riojano Marcelo Colombo é um homem que manteve posições muito abertas e comprometidas, tanto em temas estritamente eclesiásticos como sociais, no marco de um episcopado cujo perfil é majoritariamente conservador.

A nova formação da Comissão Executiva, integrada pelo presidente, os dois vices e o secretário geral, abre possibilidade para um maior protagonismo da hierarquia católica, com abertura e sensibilidade sobre os temas que preocupam a sociedade. Ao já destacado a respeito de Ojea e sua trajetória ligada aos temas sociais, soma-se, agora, a presença de Colombo, substituindo no cargo ao arcebispo de Salta, Mario Cargnello, prelado de posições sumamente conservadoras.

A renovada condução do episcopado, agora, parece se aproximar mais da perspectiva que, de Roma, é incentivada pelo Papa Francisco. De fora da hierarquia, mas também em comentários nos círculos eclesiásticos, nos últimos tempos e durante o mandato de José María Arancedo como presidente do episcopado, destacou-se que os bispos argentinos não conseguiram traduzir em suas ações o impulso renovado que o Papa quis dar à Igreja Católica, durante seu pontificado.

Ojea (71 anos) é sacerdote desde 1972 e foi ordenado no ano 2006 por Mario Jorge Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, para ser seu auxiliar. A partir de 2009, assumiu como bispo em San Isidro e sucedeu a Jorge Casaretto nesse cargo. Até ontem, atuou como presidente da Cáritas Argentina, o organismo solidário da Igreja Católica.

O cardeal Poli (70 anos) também foi ordenado bispo por Bergoglio no ano 2002. Primeiro, foi bispo auxiliar de Buenos Aires e, depois, de 2008 a 2013, bispo de Santa Rosa (La Pampa). Em 2013, o Papa Francisco o nomeou arcebispo da capital argentina. Nesta ocasião, cumprirá seu segundo mandato de três anos como segundo vice-presidente do episcopado.

O bispo riojano Marcelo Colombo (57 anos) é o mais jovem da nova comissão executiva. Foi ordenado sacerdote em 1988 pelo falecido bispo de Quilmes, Jorge Novak, um dos poucos hierarcas eclesiásticos que se opôs à ditadura militar e se alinhou junto aos organismos defensores dos direitos humanos. Colombo é bispo desde 2009 e, primeiramente, foi destinado a Orán. Em seguida, foi transferido a La Rioja, em 2013. Estando ali, tornou-se em um fervoroso impulsionador da causa de canonização do bispo mártir Enrique Angelelli.

O secretário geral reeleito, Carlos Malfa (perto de completar 69 anos), foi ordenado bispo no ano 2000 e, desde então, está à frente do bispado de Chascomús. Foi um dos mais próximos colaboradores do falecido cardeal argentino Eduardo Pironio.

Como é de costume, espera-se que nos próximos dias as novas autoridades da Conferência Episcopal solicitem uma audiência com o presidente Mauricio Macri para se apresentar.

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