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01 Novembro 2017

Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de Segurança Nacional durante o mandato de Carter, em seu livro Entre dos edades: El papel de Estados Unidos en la era tecnotrónica (1971), defende o controle da população por uma elite, mediante a “manipulação cibernética”, ao afirmar que “logo será possível assegurar a vigilância quase contínua sobre cada cidadão e manter atualizados os expedientes completos que contêm, inclusive, a informação mais pessoal sobre o cidadão, arquivos que estarão sujeitos à recuperação instantânea das autoridades”, o que já anunciava a posterior implementação do programa PRISM ou do recente affaire Spyon da NSA.

A reportagem de Germán Gorraiz López, publicada por America Latina en Movimiento (ALAI), 30-10-2017. A tradução é do Cepat.

Como consequência, após os Estados Unidos ser denunciado por tentar controlar a nuvem mediante programas secretos como o Programa PRISM, já estaríamos assistindo ao final da democratização da informação, seguindo a senda empreendida pelos chamados “países totalitários”, mediante a imposição de leis que proíbem o uso de determinados termos para continuar com a implementação de filtros nos servidores dos ISP. Assim, segundo um estudo da organização OpenNet (integrada pelas universidades de Oxford, Cambridge, Harvard e Toronto), 35 países exerceriam a censura de webs com conteúdos políticos ou sociais “perigosos” e impediriam, também, o acesso a aplicativos como YouTube ou Google Maps, aplicando sofisticados métodos de censura graças à colaboração de empresas ocidentais, como ocorre no Egito e na Turquia.

A guerra híbrida como elemento diferencial da Guerra Fria 2.0

A nova doutrina geoestratégica conhecida como Guerra Híbrida seria atribuível ao Chefe de Estado Maior das Forças Armadas Russas, Valery Gerasimov, que afirmou que “cada vez é mais frequente que se dê prioridade a um uso conjunto de medidas de caráter não militar, políticas, econômicas, informativas e de outro tipo que estariam sustentadas na força militar. São os chamados métodos híbridos”, conceito que teria sido colocado em prática pela primeira vez por ocasião das recentes Eleições Presidenciais nos Estados Unidos. Assim, na página de investigação Mother Jones apareceu uma versão reduzida do relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, no qual acusavam diretamente o Governo Putin de estar por trás de “supostos ataques cibernéticos de hackers russos para desequilibrar a campanha eleitoral de Hillary Clinton e inclinar a balança em favor do suposto submarino russo, Donald Trump”.

Segundo o citado documento dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, o Departamento Central de Inteligência Russo (GRU), com sede em Moscou, considerado o “serviço de espionagem mais poderoso e efetivo russo na atualidade, após assumir as funções do primigênio Serviço de Inteligência Exterior (SVR), “teria se servido do pirata informático Guccifer 2.0, assim como da página web DC Leaks.com e do Wikileaks, para “difundir publicamente informação dos correios secretos de Hillary Clinton, obtidos mediante invasão cibernética”, (extremo negado pelo fundador do WikiLeaks, Julian Assange), mas não teria sido barreira para que a rede social Twitter proibisse qualquer publicidade nas contas dos meios de comunicação russos RT e Sputnik, após lhes acusar de “divulgar informações que interferiram nas eleições estadunidenses de 2016”.

Fim do acesso universal à Internet?

Zbigniew Brzezinski, em um discurso pronunciado em uma reunião do Council on Foreings Relations (CFR) advertiu que “a dominação das elites já não é possível devido a uma aceleração da mudança social impulsionada pela comunicação instantânea, que provocou o despertar universal da consciência política das massas (Global Political Awakening) e que está resultando prejudicial para a dominação externa, como a que prevaleceu na época do colonialismo e o imperialismo”.

Assim, a necessidade de escapar do controle do Big Brother em redes como YouTube, Twitter e Facebook teria impulsionado a rede TOR (Dark web), criada por defensores do software livre para proteger a identidade dos usuários. Tal rede contou em seus inícios com as bênçãos dos Governos ocidentais para permitir o acesso à Internet em “países totalitários” como China, Coreia do Norte, Rússia e Irã, mas após os atentados jihadistas de Paris, as atividades propagandísticas do ISIS estariam sendo monitoradas e vazadas pelas agências de segurança ocidentais, o que teria forçado o grupo jihadista a utilizar massivamente o novo aplicativo Telegram, ao estar seus conteúdos criptografados (seus usuários podem formar grupos de até 200 pessoas e utilizar chats secretos onde o material propagandístico se autodestrói), com a conseguinte dificuldade dos serviços secretos ocidentais em acessar seus conteúdos.

Em uma nova tentativa para preservar e facilitar o anonimato dos usuários na Rede, assistimos o surgimento das VPN ou Rede Privada Virtual, ferramentas que ocultam a identidade dos usuários e permitem manter a comunicação com qualquer país do mundo, livre de vigilância, o que teria impulsionado países como Rússia ou China a impor normas para o acesso dos usuários a tais ferramentas. Além disso, França, Grã-Bretanha, Indonésia, China e Rússia exigem eliminar as mensagens criptografadas no WhatsApp e Telegram, medidas adstritas que terão como efeito colateral a impossibilidade do acesso universal à rede na próxima década e o retorno a suas origens da Rede de Redes, ao tornar a Internet uma ferramenta exclusiva das elites políticas, econômicas e militares.

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