"A verdadeira heresia é acusar de heresia o Papa a respeito de Amoris laetitia. Eis o porquê”

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02 Outubro 2017

O teólogo Maurizio Gronchi, consultor do Sínodo sobre a família e professor na Pontifícia Universidade Urbaniana, apresenta seu parecer sobre a "correção filial" a Francisco: “Iniciativa singular e sem fundamento. O bom cristão não precisa da ajuda de revisores quando lê o Magistério da Igreja”.

A informação é publicada por Famiglia Cristiana, 28-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Pelas palavras que os Evangelhos nos transmitem, Jesus indicou através da correção fraterna (Mt 18,15-17) o caminho para a realização daquele amor mútuo que São Paulo pregava às comunidades cristãs de Roma (cfr. Rm 13,8) . "Se teu irmão pecar", diz Jesus, não se teu pai escreveu ou falou heresias é que tu precisas ir, escrever e arrecadar assinaturas de quem passa na rua para uma correção filial ao Papa. Desde 1542, na Igreja católica existe um órgão encarregado de defender e promover a ortodoxia, que hoje se chama de Congregação para a doutrina da fé. E, no momento presente, mais de um ano após a publicação da Exortação apostólica pós-sinodal Amoris laetitia, não resulta ter sido emanada nenhuma condenação, correção ou interpretação autêntica de tal documento.

Portanto, resulta singular que, antes alguns cardeais, depois, diferentes personagens das distintas origens culturais tenham pensado ter que ensinar ao Papa e a toda a Igreja a correta doutrina em matéria de matrimônio e família, especialmente em relação a um texto papal como esse em questão. Merece ser mencionado aqui que Amoris laetitia é um documento único em seu gênero, de elevada densidade magisterial. No segmento sínodal, à escuta do povo de Deus através de dois questionários, seguiu-se uma consulta colegial de duas representações diferentes do episcopado mundial e, por fim, a contribuição específica da autoridade primacial do sucessor de Pedro.

O problema da interpretação de textos magisteriais sempre existiu na história da Igreja. Lembremo-nos que entre uma das primeiras reações ao Concílio de Calcedônia (451), houve quem comentasse, como o bispo Euippo, que a definição cristológica poderia ser interpretada de modo kerigmático, à maneira dos pescadores (piscatorie), ou de acordo com a forma especulativa da filosofia, ao modo de Aristóteles (aristotelice). Hoje, como ontem, somos questionados pela mesma indagação: o Concílio Vaticano II deve ser entendido de forma pastoral ou doutrinária? O estilo e o ensinamento pastoral do Papa Francisco é uma verdadeira contribuição doutrinária?

A resposta que provém da tradição cristã não conhece a alternativa, mas apenas a integração harmoniosa entre as duas dimensões constitutivas da transmissão da fé: a novidade na continuidade, entre distinção sem separação e união sem confusão.

Levando em conta esse critério fundamental, um bom cristão não precisa da ajuda de revisores quando escuta ou lê o magistério da Igreja. Simplesmente ele pode confiar, e acima de tudo é chamado, juntamente com os seus pastores - que felizmente não figuram entre os signatários da correção filial - para colocar em prática o ensinamento, em vez de discuti-lo com duvidosas competências.

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